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Absolut food market experience

A Absolut apre­senta um novo espaço exclu­sivo no Mercado da Ribeira, em Lisboa, com o obje­tivo de desen­vol­ver a rela­ção da vodka  com a gas­tro­no­mia. Para o lan­ça­mento do espaço cha­mou o ilus­tra­dor Mário Belém, que para além de pro­por um novo cock­tail, criou vários dese­nhos para a icó­nica gar­rafa de Absolut que se encon­tram agora em expo­si­ção neste novo espaço da Absolut.

O Absolut food mar­ket expe­ri­ence, que estará aberto ao público até  Setembro, apre­senta uma suges­tão de cinco cock­tails exclu­si­vos com uma com­bi­na­ção vari­ada de fru­tas fres­cas e tro­pi­cais, como o “The Watermelon Smash”, com melan­cia, o “The Passionfruit Nº2”, com mara­cujá, ou o “The Vodka Bramble”, com amo­ras, todos com uma apre­sen­ta­ção espe­cial, ser­vi­dos num frasco Absolut.

 A rela­ção da Absolut com a Arte, a Moda e os seus artis­tas, é algo que está bem pre­sente no ADN da marca desde cedo ao se ter assu­mido como a pri­meira marca de bebi­das espi­ri­tu­o­sas a esta­be­le­cer laços com este tipo de comu­ni­dade. Andy Warhol, por exem­plo, foi um dos artis­tas a ser con­vi­dado pela Absolut para criar o pri­meiro anún­cio ins­pi­rado na gar­rafa Absolut. Na ver­dade, este veio a revelar-​​se o pri­meiro de mui­tos dos anún­cios emble­má­ti­cos apre­sen­ta­dos pela marca. Desde a sua asso­ci­a­ção a este seg­mento, a Absolut já cola­bo­rou com mais de 500 artis­tas em mais de 800 pro­je­tos. Atualmente, a Absolut apoia artis­tas, escri­to­res e ins­ti­tui­ções de arte, apre­sen­tando os seus novos tra­ba­lhos, esti­mu­lando ideias e pro­mo­vendo a criatividade.

Hey People de Rita Rebelo Andrade

Conviver com os pró­prios mons­tros, digo eu, é tarefa fácil para Rita Rebelo Andrade que na sua curta car­reira olha para cada uma das suas cri­a­ções com ter­nura, Podem até pare­cer des­mem­bra­dos , mas é assim, como cozi­dos às par­tes que ganham for­mam, se trans­for­mam no eu que a Rita des­co­bre em cada um deles. Ir para Londres e estar fora da esfera fami­liar ape­nas fê-​​la olhar com mais inten­si­dade para os outros, daí que as suas ilus­tra­ções par­tem de indi­ví­duos com quem se cruza com mais ou menor inten­si­dade. O que trouxe de memo­ria transforma-​​os naquilo que pro­duz numa acção de corta e cola.

Quando come­çou o teu pro­jecto de ilus­tra­ção Hey People?

Começo quando che­guei a Londres, no ano pas­sado (agosto de 2014) e me depa­rei com uma quan­ti­dade de pes­soas atrac­ti­vas com que me ia cruzando.

Quem são as pes­soas retratadas?

São mai­o­ri­ta­ri­a­mente pes­soas (por­que podem tam­bém ser per­so­na­gens fic­tí­cias) com que me cruzo. Pessoas que conheci, pes­soas com quem tive um epi­só­dio cari­cato ou por vezes uma sen­sa­ção ou amigo que merece ser retra­tado. É um diá­rio de acon­te­ci­men­tos em forma pes­soas ilustradas.

Em que medida a per­so­na­li­dade das pes­soas influ­en­cia o teu trabalho?

Na ver­dade eu acabo sem­pre por retra­tar as pes­soas com os mate­ri­ais dis­po­ní­veis. Não sei até que ponto o carác­ter da pes­soa influ­en­cia o resul­tado final. Por vezes, de uma situ­a­ção ou pes­soa triste e com uma his­tó­ria dura nasce uma per­so­na­gem louca e cómica, como é exem­plo o Alexander. Um sem-​​abrigo que conheci numa via­gem com ami­gos à Sérvia, com uma his­tó­ria de vida triste mas que toda a situ­a­ção do nosso encon­tro e pas­seio foi impro­vá­vel e diver­tido. A per­so­na­gem é uma jun­ção da pes­soa e situ­a­ção real, dos mate­ri­ais que encon­tro e do meu mood na altura de execução.


Porquê a cola­gem como ponto de par­tida para as tuas ilustrações?

Na área das Artes o ideal é que cada um encon­tre o seu cami­nho, a sua expres­são. Esta é minha expres­são na área da ilus­tra­ção! A cola­gem vem do meu gosto em guar­dar revis­tas, arti­gos, ima­gens e é um rea­pro­vei­ta­mento de tudo isso. Depois vi que resul­tava, o Hey People é 100% eu.

 


Quais são as tuas refe­ren­cias na área, tanto no que se refere a nomes do pas­sado como teus contemporâneos

Nomes do pas­sado e do meu curto pas­sado também:Norman Rockwell; Miró ;Rodin; agua­re­las de Salvador Dalí; Da Vinci; Pollock; Max Bill; LettError. Já contemporâneos:Atelier Bingo; Afonso Cruz; Crânio (street artist); A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria (MPAGDP  parece estra­nho mas é uma refe­rên­cia gigante, não só mas aqui direc­ta­mente pela forma como retrata pes­soas); Pick Me Up Festival; Stefan Sagmeister; Marina Abramovic; Thomas Lamadieu; Thierry Noir; Alo (street art)

Qual o teu top 5, pen­sando no dia quente de hoje?

Neste dia quente o que me chama é:1. Atelier Bingo 2. Thomas Lamadieu 3. Crânio (street artist) 4. Afonso Cruz 5. MPAGDP

tuttolente da Retro Super Future

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Tuttolente, que sign­fica lite­ral­mente tudo em lente é uma colec­ção dos seis silhu­e­tas mais popu­la­res da Super. A ideia é de pro­du­zir algo de tec­no­lo­gi­ca­mente ino­va­dor inspirando-​​se numa década pas­sada futu­rís­tica, valo­res  que estão no adm da marca ita­li­ana. Este pro­jecto foi desen­vol­vido em par­ce­ria com a Zeiss, a mais pres­ti­gi­ada empresa de len­tes já for­ne­ce­dora habi­tual da Super. Mas desta vez a enco­menda foi mais longe e foi pedido que a folha da pelí­cula recor­tada que em geral serve para as len­tes fosse a base de todos os com­po­nen­tes pro­du­zindo assim uns ócu­los uni­for­mes ultra leves e refle­xi­vos ide­ais para quem pro­cure um look des­por­tivo e super cool

SUPER by RETROSUPERFUTURE®

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Viktor & Rolf e uma colecção de arte

A dupla holan­desa holan­desa Viktor&Rolf , vol­tam a sur­pre­en­der na semana da Haute Couture de Paris. Durante a apre­sen­ta­ção da colec­ção outono/​inverno 201516 Viktor & Rolf ves­ti­ram e des­pi­ram as mode­los com qua­dros que tanto saíam, como eram pen­du­ra­dos na pare­des. O des­fi­lar nesta colec­ção revestia-​​se no essen­cial num acto per­for­ma­tivo em que os pró­prios cri­a­do­res tinham um papel fun­da­men­tal no pro­cesso em que se desenrolava.

Viktor&Rolf vol­tam a emer­gir no ter­reno con­cep­tual pro­cu­rando uma zona híbrida entre a moda e a arte con­tem­po­râ­nea, um espaço inter­mé­dio que desde o iní­cio da sua car­reira revi­si­tam e que se man­tém como um ter­ri­tó­rio natu­ral onde sem­pre sºão vem suce­di­dos como esta colec­ção com­prova. Explorar os limi­tes da arte e da alta cos­tura que esta­ria segundo as con­ven­ções da moda no topo da exce­lenci, foi a ques­tão ini­cial desta colecção.

Talvez aqui de uma forma mais linear e pro­vo­ca­tiva, Viktor&Rolf ape­nas qui­se­ram enfa­ti­zar esse enten­di­mento da moda como arte. Não estão sós, têm os seus apoi­an­tes, nome­a­da­mente o colec­ci­o­na­dor Han Nefkens que com­prou parte desta colec­ção para ser doada ao museu holan­dês Boijmans van Beuningen.

Beach House x Depression Cherry

Mantendo a essên­cia melô­dica mas cada vez menos com­plexo parece ser a tra­jec­tó­ria pro­posta para o novo som da dupla Beach House. Depois do sucesso encon­trada  em Teen Dream, 2010 e Bloom (2013),  Victoria Legrand e Alex Scally car­re­gam o seu quinto álbum de iné­di­tos,  Depression Cherry (2015) com gui­tar­ras que pro­du­zem um som sujo, que ainda assim, se agarra ao ambi­ente ange­li­cal, eté­reo, pro­jec­tado desde o homó­nimo debut, de 2006.

Temos no novo álbum sobre­po­si­ções de voz e gui­tar­ras, sin­te­ti­za­do­res rui­do­sos pro­jec­tam que pro­jec­tam os temas tanto para momento sere­nos quanto explo­si­vos. Certamente mais pró­xi­mos do rock alter­na­tivo dos anos 90, os Beach House nave­gam agora nas águas dos My Bloody Valentine, Rocketship e Slowdive, refe­rên­cias que len­ta­mente dis­tan­ciam a dupla do ali­cerce sus­ten­tado por Galaxie 500 e outros repre­sen­tan­tes do Dream Pop nos anos 80.

Segundo o texto de apre­sen­ta­ção, os músi­cos refe­rem que este novo álbum é um retorno à sim­pli­ci­dade, com can­ções estru­tu­ra­das em torno de uma melo­dia e alguns ins­tru­mentos que pro­cura fugir ao con­texto comer­cial em que estão inse­ri­dos. Assiste aqui ao vídeo