Author Archives: Francisco

Thom Browne lookbook Fall/​Winter 2014

Thom Browne revela the look­book a par­tir da sua colec­ção Fall/​Winter 2014 col­lec­tion, a pre­sen­tada na semana da moda em Paris que acon­te­ceu no pas­sado Janeiro.

Alt-​​J , Onda média

Os com­pli­ca­dos Alt-​​J regres­sam com um segundo álbum faci­li­tado pela pre­ser­va­ção de uma iden­ti­dade com­plexa com aber­tas de bom humor

Há ban­das que vin­gam pela com­ple­xi­dade. Por se posi­ci­o­na­rem do lado resis­tente da bar­ri­cada. Ou pela den­si­dade de pen­sa­mento e pro­fun­di­dade de campo. Os Radiohead são a prova evi­dente. These New Puritans e Wild Beasts tam­bém mas menos mas­si­fi­ca­dos. Os tem­pos tam­bém são outros e a oferta mais vasta. Vivemos na cul­tura do ruído e a dife­rença nem sem­pre é reco­nhe­cida entre a caco­fo­nia urbana.

Desses pra­ti­can­tes flu­en­tes do “com­pliquês”, os Alt-​​J vie­ram para ficar e con­quis­ta­ram o mais impor­tante pré­mio bri­tâ­nico e um dos pou­cos que ainda mede tem­pe­ra­tura à música e não ao seu impacto social. O inau­gu­ral An Awesome Wave ven­ceu o Mercury Prize no ano em que havia can­di­da­tos de peso como os bri­lhan­tes Django Django ou a sedu­tora Jessie Ware. E ven­deu um milhão de uni­da­des, núme­ros ines­pe­ra­dos para uma banda inde­pen­dente num mer­cado em declí­nio vertical.

Surpresa? As casas de apos­tas confirmaram-​​no. Mas percebe-​​se que tenham caído no goto da mesma camada que se deleita com a esqui­zo­fre­nia de Thom Yorke. Os Alt-​​J tocam no nervo emo­ci­o­nal e quem con­quista o cora­ção tem as por­tas do romance aber­tas. A his­tó­ria podia ser decal­cada do namoro com Portugal. Vieram sem ala­rido aos Milhões de Festa 2012 com o álbum ainda fresco e uma esta­ção depois já dei­xa­vam uma fila ser­pen­te­ante desde a porta do Teatro Tivoli até à Avenida da Liberdade durante o Vodafone Mexefest. Regressariam para o prime-​​time do palco meló­mano do Optimus Alive já ano seguinte.

De então para cá, per­de­ram o gui­tar­rista, o bai­xista e o fun­da­dor Gwil Sainsbury. “O líder silen­ci­oso” admi­tiu o voca­lista e gui­tar­rista Joe Newman em entre­vista ao Guardian mas a iden­ti­dade resis­tiu sólida. É a pri­meira impres­são a reti­rar de This Is All Yours, álbum que dá sequên­cia ao estado de graça anga­ri­ado à pri­meira ten­ta­tiva e faci­li­tado pela blin­da­gem de uma per­so­na­li­dade melan­có­lica ilu­só­ria da dor. Irónico é que quando se liber­tam das espo­ras emo­ci­o­nais, os Alt-​​J estão acima da média autoim­posta. Left Hand Free, a grande can­ção deste regresso, foi escrita em vinte minu­tos e não custa ima­gi­nar o inter­valo de des­bunda con­cluído com uma apro­xi­ma­ção ao mag­ní­fico Seldom Seen Kid dos Elbow. Blues do demo edu­ca­dos pelo rock inglês com uma espon­ta­nei­dade perto do punk. Delicioso. Nos EUA, a edi­tora ado­rou a “can­ção menos Alt-​​J pos­sí­vel”. Percebe-​​se porquê.

Não é caso sin­gu­lar nem serve de exem­plo. Se o futuro começa deva­gar, o álbum imita-​​o mas, no mínimo, é capaz de pro­te­lar o sus­pense até ao final e os três sin­gles intro­du­tó­rios ser­vem como cenas-​​chave de uma his­tó­ria em câmara lenta. Um deles, Hunger of the Pine, tem um quarto ele­mento sur­pre­en­dente: Miley Cyrus, a rai­nha do twer­king. “Ela é uma fã dos Alt-​​J e usa um excerto de Fitzpleasure no espe­tá­culo dela”, explica Newman ao jor­nal inglês. Sem pas­sar pelo estú­dio, a estrela pop enviou uma gra­va­ção e ape­sar de o trio se ter ques­ti­o­nado sobre a vali­dade do ato “soa bem”. Repete-​​se a his­tó­ria: quando sol­tam as amar­ras e se liber­tam de si pró­prios, ven­cem a nor­ma­li­dade sem forçar.

Isto é tudo nosso mas há uma zona que os Alt-​​J já des­co­bri­ram e ainda não que­rem des­ta­par. Um lugar mágico menos sofrido do que a média das can­ções mas ainda assim, mere­cem o aplauso por terem con­tido a explo­são quando o fogo-​​de-​​artifício estava pre­pa­rado. Como o todo, de resto. Uma evo­lu­ção na con­ti­nui­dade e um passo seguro em dire­ção ao cres­ci­mento sus­ten­tado. Ideias bri­lhan­tes terão que espe­rar por uma melhor oportunidade.

Texto de Davide Pinheiro

LIVE IN LEVI’S, histórias de fãs apaixonados

Inspirada em milhões de his­tó­rias con­ta­das pelos fãs da Levi’s, a nova cam­pa­nha da marca, Live in Levi’s, cele­bra os momen­tos vivi­dos lado a lado com os seus fãs. É uma cam­pa­nha sobre todos aque­les que as ves­tem, as amam, lava­das ou não, cele­brando assim a indi­vi­du­a­li­dade de todos os que vivem e se diver­tem no dia-​​a-​​dia com as suas Levi’s. Algumas des­sas his­tó­rias foram sele­ci­o­na­das para o vídeo pro­mo­ci­o­nal da cam­pa­nha gra­vado em Nova Iorque, Londres, Paris, Tóquio e Xangai, mar­cado por regis­tos cru­za­dos que expres­sam a par­ti­cu­la­ri­dade com que cada um vive a Levi’s. No entanto, a marca pre­tende levar esse desa­fio mais longe, con­vi­dando todos os fãs a par­ti­lhar as his­tó­rias que vive­ram com as suas jeans. Tu podes par­ti­ci­par e para fazer parte desta rede de his­tó­rias, basta par­ti­lhar a tua ima­gem e his­tó­ria atra­vés da uti­li­za­ção do hash­tag #LiveInLevis no Facebook, Twitter, Instagram e Weibo.

 A Parq Magazine foi ‘esca­var’ as his­tó­rias que algu­mas figu­ras que nos ins­pi­ram par­ti­lham com esta marca icó­nica: Carolina Mencia, Filipe Faísca, Nicolai Sarbib, Manuela Oliveira, Tamara Alves, mas que­re­mos que outros fãs da Parq e da Levi’s par­ti­lhem no nosso face­book as suas histórias.

Descobre como o mundo vive LEVI’S. Contribui com as tuas his­tó­rias e mos­tra à Levi’s® e ao mundo como #LIVEINLEVIS.

Nicolai Sarbib (Dj e Produtor de Música) com Levis 511

Cresci a andar de skate e, uma boa parte da minha ado­les­cên­cia foi pas­sada a ouvir punk. Com 14 anos lembro-​​­me de rou­bar as Levi’s 501 da minha mãe. Pedia-​​­lhe para apertá-​​­las para con­se­guir aquele look algu­res entre Dee Dee Ramone e puto magri­nho alto cuja roupa já não lhe serve, o que era visto como estra­nho por algu­mas pes­soas, numa altura em que a moda era o oposto.

Passados alguns anos numa via­gem a N.Y. des­co­bri as 510 e as 511, pas­sei a pedir para me tra­ze­rem sem­pre cal­ças de lá. Até hoje, são os mode­los que visto e uso até se desin­te­gra­rem e chei­ra­rem pior que qual­quer Ramone.


Manuela Oliveira (RP ModaLisboa) com shorts Levis 501

Os meus pri­mei­ros shorts foram uns jeans Levis 501 impor­ta­dos dos EUA. Um pre­sente do meu tio que vivia em Nova Iorque e me tra­zia regu­lar­mente roupa da Levi’s. Ter umas 501 era um Must Have e só se tor­na­ram uns shorts por aci­dente — uma his­tó­ria trá­gica mas que agora tem piada.

Um dia saí de manhã para a escola, na minha ace­lera, e fui atro­pe­lada por um carro. Foi um aci­dente bas­tante apa­ra­toso. A mota ficou uma lás­tima, o meu joe­lho em estado grave, mas, o que me par­tiu o cora­ção, foi ver como esta­vam as minhas jeans novi­nhas em folha. Nem o facto de não ter carta, o que me cau­sa­ria um grande pro­blema com a polí­cia e com o seguro, me cau­sou tama­nha ansi­e­dade. As minhas cal­ças des­truí­das no joe­lho, isso sim, foi uma fata­li­dade. Compensada gra­ças aos dotes de cos­tu­reira da minha que­rida avó que trans­for­mou as pre­ci­o­sas cal­ças nuns cal­ções que devo ter usado durante 15 anos!!!

Tamara Alves (Artista Plástica) com blu­são Levis

Aos 18 anos, antes de sair de casa para ir estu­dar, estava com o meu pai sen­tada à mesa quando ele me deu dois con­se­lhos de pai para filha que, segundo ele, o aju­da­ram imenso quando tinha ido estu­dar fora de casa.

Disse-​​­me: ­ “Se um dia pre­ci­sa­res de alguma roupa pas­sada a ferro pões debaixo do col­chão, sentas­te um pouco à espera e tens o pro­blema resol­vido.” O segundo con­se­lho foi um pouco mais útil tendo em conta que eu não ligo a roupa direi­ti­nha: ­ “Só pre­ci­sas de lavar as tuas gan­gas quando elas se aguen­ta­rem de pé.” E nesse dia deu­-​​me o seu casaco de ganga da Levis que usava quase todos os dias e que sem­pre disse ter com­prado no dia em que eu nasci. Acho que nunca o lavei.

Carolina Mencia (Trendsetter) com camisa Levis

A minha his­tó­ria com a Levis come­çou aos 15 anos, quando recebi as minhas pri­mei­ras 501. Nasceu, então, uma rela­ção de cum­pli­ci­dade que mesmo depois de ficar demodé, não con­se­guiu que me des­li­gasse total­mente delas. Fui então modi­fi­cando o seu design ori­gi­nal, até por­que desde bem jovem estava a inserir-​​­me no movi­mento punk e do “d.i.y” (do it your­self), influên­cias que vinham da minha mãe.

Ao longo dos anos as minhas Levis sofre­ram imen­sos pro­ces­sos de trans­for­ma­ção. Foram skinny, boy­fri­end, com ras­gões na perna para dar um ar punk, até um dia se trans­for­ma­rem num short que, em pouco tempo, se trans­for­mou numa saia. Apesar de ter tido outras peças da Levis, sinto que a pri­meira foi a peça mais sig­ni­fi­ca­tiva, pois esteve pre­sente em vários momen­tos mar­can­tes da minha vida.

Filipe Faísca (Designer de Moda) com Levis 501

Pedem-​​­me que fale de ti,/ E embarga­s-​​­me a voz!/ Deito-​​­te na minha cama, já acordada,/ Para poder apre­ciar esse corpo, já usado./ Mexo-​​­te, olho-​​­te de frente e viro-​​­te do avesso.

As memó­rias que se aproximam,/ São tantas,/ Que as pala­vras atropelam-​​­se na minha boca,/ Ainda fechada,/ E tei­mam em esvair­-​​se pelo tre­mor da minha emoção.

Acompanhas-​​­me há tan­tos anos,/ Distanciar-​​­me para falar de ti,/ É afastar-​​­me e igno­rar a minha pró­pria vivência.

Só não recordo se já nasci con­tigo colada ao meu corpo,/ Nos demais momentos,/ Recordo­-​​me de mim,/ Vestido em ti!

texto de Vânia Marinho

foto­gra­fia de Maria Rita

Styling de Tiago Ferreira assis­tido por Maria Feria

maqui­lha­gem Sandra Alves

Vídeo para promover a colecção Alexander Wang x H&M

H&M criou um novo filme para pro­mo­ver a colec­ção cáp­sula Alexander Wang x H&M no qual par­ti­ci­pam Alexander Wang, o joga­dor de fote­bol, Andy Carrol e as top models Joan Smalls e Raquel Zimmermann entre outras.

O ima­gi­ná­rio do filme baseia-​​se em acções e cená­rios pró­prios de vide­o­ga­nes ou de fil­mes de fic­cão cien­tí­fica onde as per­so­na­gens são dota­das de pode­res extrahu­ma­nos. Num ambi­ente dark encon­tra o con­texto ideal para apre­sen­tar uma colec­ção que é uma recon­tex­tu­a­li­za­ção dos uni­for­mes urba­nos com uma ver­tente futurista.

Veja aqui o filme inte­ra­tivo hm​.com/​w​a​n​g​xhm

A colec­ção estará a venda em lojas selec­ci­o­na­das da H&M a par­tir de 6 de Novembro de 2014.

Promessas no design de moda português

“Sangue Novo” e “Bloom”. Dois even­tos a reter se qui­ser­mos dei­tar o olho e a pai­xão a novos talen­tos a fer­vi­lhar em ter­ras lusas. Organizadas pela ModaLisboa e pelo Portugal Fashion, res­pe­ti­va­mente, estas duas mos­tras acon­te­cem em par­ce­ria com esco­las que apos­tam na pra­ti­ci­dade, na expo­si­ção e no lan­ça­mento dos alu­nos que apre­sen­tam um grande poten­cial. Teresa Carvalheira, O Simone, Catarina Oliveira e Cristina Oliveira cap­ta­ram a aten­ção da Parq e assim cons­ti­tuem a sele­ção de talen­tos pro­mis­so­res desta publicação.

Teresa Carvalheira, de Lisboa, formou-​​se no Modatex e tra­ba­lha, con­ce­tu­al­mente, ligada à forma, ao movi­mento, à expres­são do corpo, do género e da iden­ti­dade individual.

O Simone, pro­jeto apre­sen­tado no Bloom, resulta de uma ideia cri­ada na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa em par­ce­ria com o MUDE. Este é um pro­jeto com uma expres­são gri­tante, que conta a mulher e a cul­tura por­tu­guesa com um toque de auten­ti­ci­dade e inovação.

Catarina Oliveira, nas­cida em Viana do Castelo, apresenta-​​se no Sangue Novo com um tra­ba­lho que reflete a com­ple­xi­dade das for­mas, a meta­mor­fose dos con­cei­tos, a liber­ta­ção do instaurado.

Cristina Real foi aluna do Modatex e dá car­tas no Sangue Novo. O tra­ba­lho da desig­ner é ins­pi­rado nas men­tes e nos cor­pos que espe­ram ser com­ple­tos por diver­sos ele­men­tos com­ple­xos e sim­ples. As tex­tu­ras e a dico­to­mia textura/​cor são uma grande mais-​​valia deste projeto.

Texto Ana Margarida Meira

Fotografia: Ana Luísa Silva

Realização: Tiago Ferreira

Assistente: Maria Féria

Maquilhagem: Sandra Alves

Manequins: Rodrigo Braz e Klisman Rodrigues @ wearemodels

 foto 1 O Simone (Fernando Domingues) e Teresa Carvalheira

Fernando Domingues e Teresa Carvalheira com t-​​shirts CRIMINAL DAMAGE

foto 2 Cristina Real e Catarina Oliveira

Cristina Real com t-​​shirt CRIMINAL DAMAGE, sapa­tos ALEXANDRA MOURAGOLDMUD

foto 3 Busto com cri­a­ção de O SIMONE e mane­quim com cri­a­ção de Teresa Carvalheira

foto 4 Manequim com cri­a­ção de Catarina Oliveira e busto com cri­a­ção de Cristina Real