Author Archives: Francisco

Cais do Sodré: Da má fama ao bom proveito

Já foi a mais impor­tante zona marí­tima, dis­tinto local para os inte­lec­tu­ais, mas tam­bém uma das prin­ci­pais zonas de pros­ti­tui­ção e de pas­sa­gem de espiões ou cri­mi­no­sos. Hoje em dia, no Cais do Sodré, coa­bi­tam anti­gos e novos mora­do­res, num ambi­ente de diver­si­dade e revi­va­lismo que o tor­na­ram num cool spot e que fazem desta zona um dos pon­tos obri­ga­tó­rios da noite lisboeta.

 A pri­meira mudança no ambi­ente ocor­reu durante a década de 1970, pelo som e ambi­ente de espa­ços como Jamaica, Tokyo ou o Shangri-​​La (hoje trans­for­mado no Bar do Cais), que eram o local de elei­ção de quem “não pro­cu­rava pros­ti­tui­ção”. Mais tarde — com o Lounge ou o Europa e, já no novo milé­nio, com o Musicbox -, dá-​​se a vira­gem defi­ni­tiva desta zona. Com o apa­re­ci­mento de novos mora­do­res como a Pensão Amor ou o reno­va­dís­simo e único Mercado da Ribeira, atinge-​​se uma afluên­cia que, como con­fir­mam os que por aqui pas­sam, já não se via há muito.

A PARQ Magazine foi dar uma volta pela noite cool do Cais e deli­neou um pequeno roteiro com os espa­ços que se destacaram.

Casa de Pasto

 Escondido num pri­meiro andar da rua de São Paulo, este é um dos res­tau­ran­tes mais curi­o­sos e sur­pre­en­den­tes da cidade, com uma deco­ra­ção ao estilo retro­chi­que, que se veio a reve­lar uma ver­da­deira cai­xi­nha de sur­pre­sas. A ementa mis­tura bem os pra­tos tra­di­ci­o­nais da cozi­nha por­tu­guesa com outros onde se sente um toque per­so­na­li­zado, dos quais é exem­plo o bife tár­taro com man­teiga de amen­doim — tra­zido pelo chef con­sul­tor Diogo Noronha, vindo do recém-​​desaparecido res­tau­rante Pedro e o Lobo.

Sendo uma cozi­nha de autor, cri­a­ti­vi­dade e ver­sa­ti­li­dade são pala­vras de ordem no car­dá­pio da Casa de Pasto, onde uma refei­ção com­pleta, com mais do que um prato, anda a ron­dar os 40 euros. O con­ceito do res­tau­rante é ins­pi­rado nas tra­di­ci­o­nais casas de pasto lis­bo­e­tas de finais do século XIX, iní­cios do século XX. O ambi­ente reca­tado das salas de refei­ções pre­tende recriar a atmos­fera de uma casa de famí­lia. No final da refei­ção, cir­cula o tra­di­ci­o­nal car­ri­nho de sobremesas.

Las Ficheras

 Este é o res­tau­rante mexi­cano mais popu­lar do Cais. Talvez pelo seu ambi­ente que, mesmo quando visto de fora, nos chama a entrar. O seu nome inspira-​​se nas mulhe­res que tra­ba­lha­vam nos caba­rés mexi­ca­nos, a quem os homens entre­ga­vam uma ficha em troca de uma bebida, com­pa­nhia ou dança. Daí sur­giu a expres­são fiche­ras.

Este é um res­tau­rante com uma ementa base­ada em pra­tos tra­di­ci­o­nais de Oaxaca, Puebla e outras regiões do México, e que pre­tende ir muito além do tex-​​mex (fusão entre as cozi­nhas ame­ri­cana e mexi­cana). Há que sali­en­tar os novos pra­tos deste inverno, onde se podem encon­trar, entre outras, espe­ci­a­li­da­des como batata doce com gua­ca­mole e polvo, uma mis­tura irre­sis­tí­vel. A deco­ra­ção cria uma atmos­fera dis­tinta, exi­bindo ele­men­tos bem cara­te­rís­ti­cos, como as más­ca­ras das icó­ni­cas luchas libres mexicanas.

Mez Cais

 Da mesma equipa res­pon­sá­vel pelo Las Ficheras, este espaço é espe­ci­a­lista em tacos & bur­ri­tos, mar­ga­ri­tas & mez­cal. Funciona de quinta a sábado, das 17h às 02h, e pro­cura casar a comida com as várias for­mas de arte que se rela­ci­o­nam com a gas­tro­no­mia em geral​.No Mez Cais, a pro­posta passa pelos clás­si­cos da cozi­nha tex-​​mex, numa lógica de ape­ri­ti­vos que podem ser acom­pa­nha­dos por mar­ga­ri­tas e mezcalita.


Tati Café

Este é um espaço para o dia e para a noite. Com um ambi­ente infor­mal, espon­tâ­neo e des­con­traído, faz a ponte entre o antigo e o moderno e, sem grande pre­ten­são, ofe­rece livros, jogos, wi-​​fi e uma pro­gra­ma­ção cul­tu­ral vari­ada: Jazz às quar­tas, Músicas do Mundo às quin­tas e Jam Sessions durante as tar­des de domingo.

Este café, res­tau­rante e, essen­ci­al­mente, um espaço para estar ao longo do dia, está deco­rado com móveis anti­gos e obje­tos res­ga­ta­dos de lojas de velha­rias ou da Feira da Ladra. Foi, nos anos 50/​60, um esta­be­le­ci­mento de refres­cos cha­mado Casa da Banana, famoso pelo seu licor daquele fruto. Agora serve petis­cos, almo­ços, jan­ta­res e brunch ao fim-​​de-​​semana.

 O bom, o mau e o Vilão

Este bar de cock­tails divi­dido em peque­nas salas é um dos espa­ços com melhor pro­gra­ma­ção musi­cal do Cais do Sodré. A música ao vivo começa pelas 22h, seguida, ao fins-​​de-​​semana, de um Djset que se pro­longa até às 04h.

Mantendo a estru­tura de apar­ta­mento, num edi­fí­cio de traça pom­ba­lina, a recon­ver­são deu ori­gem a um espaço dife­rente e cati­vante, onde se des­taca a inter­ven­ção de diver­sos artis­tas. João Maciel pin­tou a flo­resta que nos aco­lhe à entrada. Estas pare­des com vida con­tam ainda com um Capitão América e um Super-​​Homem a dan­çar de gar­rafa na mão.

Entre os gran­des cadei­rões e um piano, há tam­bém pro­gra­ma­ção cine­ma­to­grá­fica e outros even­tos culturais.A música é eclé­tica e toda a pro­gra­ma­ção do espaço tem a cura­do­ria da pro­du­tora de even­tos Void Creations. O bar ofe­rece uma vasta carta e para petis­car há tábua de pre­sun­tos e quei­jos ou prego do lombo em bolo do caco.

 Quero-​​te no Cais

Um bar cuja deco­ra­ção faz lem­brar o antigo Cais do Sodré de mari­nhei­ros e pin-​​ups. Quando não chove, e dada a peque­nez do espaço, o con­vite é para que o con­ví­vio se estenda para a rua. Conta sem­pre com DJ’s con­vi­da­dos, cujas esco­lhas vão do rock ao reg­gae. Não fal­tam tam­bém os cock­tails, o bom ambi­ente e pre­ços acessíveis.

Sol e Pesca

 Outrora uma loja de arti­gos de pesca des­por­tiva e pro­fis­si­o­nal, este bar/​café repesca – lite­ral­mente — ele­men­tos desse pas­sado para a sua atual deco­ra­ção. Esta sua ascen­dên­cia serve tam­bém de ins­pi­ra­ção ao à fei­tura do menu. Além dos copos de vinhos naci­o­nais servem-​​se con­ser­vas acom­pa­nhas por pão alen­te­jano. Aberto de terça a sábado, entre o período da tarde e a madrugada.

PARIS : Colecções Homem Fall 2015

Janeiro foi o mês da apre­sen­ta­ção das colec­ções mas­cu­li­nas na capi­tal fran­cesa. Fizemos uma selec­ção dos coor­de­na­dos que vão mar­car a esta­ção desde as ten­den­cias mais irre­ve­ren­tes até a recons­tru­ção do clássico.

Comme des Garçons

Yohji Yamamoto

 Dries Van Noten

Givenchy

Saint Laurent

ICOSAE

Valentino

Cerruti

O SuperIntendente IV : António Nascimento da Intendarte E5G

O Intendente tem uma roupa nova. Renovado, o largo prin­ci­pal faz-​​se hoje rodear por peque­nos espa­ços que tra­zem vida e cor a esta zona da cidade de Lisboa. E isso deve-​​se, em parte, aos mui­tos pro­je­tos que têm vindo a ser desen­vol­vi­dos pelos aman­tes do bairro. A PARQ foi saber quem são estes apai­xo­na­dos pelo Intendente e por que é que ten­tam a todo o custo sal­var a iden­ti­dade deste bairro a que cha­mam casa, ainda que alguns nem lá tenham nascido.

António Nascimento – Intendarte E5G

O Intendarte é um pro­jecto comu­ni­tá­rio aberto a todas as pes­soas que pro­cu­ram um espaço, quanto mais não seja para con­ver­sar. Entre cri­an­ças e ido­sos, a Intendarte aco­lhe todos aque­les que não que­rem andar pelas zonas menos boas do bairro. António, há um mês como mem­bro da equipa, con­firma que o Intendente mudou, mas alerta que ainda há muito que fazer pois, ainda que o Intendente tenha uma roupa nova, estes pro­je­tos devem manter-​​se fir­mes para con­ti­nuar a dina­mi­zar aquele que foi um dos mais pro­ble­má­ti­cos bair­ros da zona de Lisboa.

Detalhes: No Facebook (https://​www​.face​book​.com/​I​n​t​e​n​d​a​r​t​e​/​i​nfo)

texto de Beatriz Teixeira

foto de Herberto Smith

O SuperIntendente III : Samuel Araújo da Bike Pop

O Intendente tem uma roupa nova. Renovado, o largo prin­ci­pal faz-​​se hoje rodear por peque­nos espa­ços que tra­zem vida e cor a esta zona da cidade de Lisboa. E isso deve-​​se, em parte, aos mui­tos pro­je­tos que têm vindo a ser desen­vol­vi­dos pelos aman­tes do bairro. A PARQ foi saber quem são estes apai­xo­na­dos pelo Intendente e por que é que ten­tam a todo o custo sal­var a iden­ti­dade deste bairro a que cha­mam casa, ainda que alguns nem lá tenham nascido.

Samuel Araújo – Bike Pop

A von­tade de pro­mo­ver a bici­cleta enquanto meio de trans­porte sus­ten­tá­vel fez nas­cer a Bike Pop, uma ofi­cina social com pre­ços espe­ci­ais. O pro­jeto é lide­rado por Samuel, que não quer que a cul­tura da bici­cleta se perca e acre­dita no Intendente como uma boa zona para a dina­mi­zar. É que para além dos mora­do­res do bairro esta­rem a res­ga­tar as suas bici­cle­tas do sotão para lhes dar um novo uso, tam­bém os mui­tos imi­gran­tes chi­ne­ses e indi­a­nos, que ocu­pam o Intendente, que­rem recu­pe­rar os hábi­tos que tinham nas suas ter­ras natais, onde a bici­cleta é um trans­porte popular.

Detalhes: http://​www​.bike​pop​.pt/ e no Facebook

Texto de Beatriz Teixeira

Fotografia de Herberto Smith

Jean-​​Paul Gualtier e Eastpack para a Designers Against AIDS (DAA) (DAA)

Jean Paul Gaultier e a Eastpak juntaram-​​se em torno da ques­tão do HIV/​AIDS. Tudo come­çou com um sim­ples saco que Jean Paul Gualtier criou no ambito da 4ª edi­ção da Eastpak Artist Studio que foi inse­rido no pro­grama Designers Against AIDS (DAA).  A par­tir daí sur­giu a ideia de alar­gar a cola­bo­ra­ção e rea­li­zar uma pequena colec­ção res­trita que apa­rece agora com 7 mode­los.  Três deles serão ainda mais exclu­si­vos, terão edi­ções nume­ra­das muito limitadas.

Os sete mode­los aca­bam por ser inter­pre­ta­ções do uni­verso de Gualtier que tra­ba­lhou nume­ro­sas vezes nas suas colec­ções. A pri­meira refe­ren­cia e tal­vez mais habi­tual é o cor­set, mas tam­bém o casaco de cabe­dal dos moto­ci­clis­tas e o Bomber e os jeans como refe­ren­cia à juven­tude e cul­tura urbana.

Os 3 mode­los mais exclu­si­vos apa­re­cem em lojas selec­ci­o­na­das já em Fevereiro e a res­tante de forma mais alar­gada em Abril.

Eastpak-x-Jean-Paul-Gaultier_daa_fy1

Eastpak-x-Jean-Paul-Gaultier_daa_fy4

Eastpak-x-Jean-Paul-Gaultier_daa_fy3

Eastpak-x-Jean-Paul-Gaultier_daa_fy3

Eastpak-x-Jean-Paul-Gaultier_daa_fy2

Eastpak-x-Jean-Paul-Gaultier_daa_fy6

Eastpak-x-Jean-Paul-Gaultier_daa_fy5