Valentim Quaresma | winter 2013 | ModaLisboa - Freedom

Modalisboa Day 3

 

O terceiro dia de ModaLisboa iniciou-se logo pelas 14 e 30h com Valentim Quaresma que este ano apresentou desfile, ao contrário do que tem sido habitual. As suas peças únicas foram apresentadas em tons prateados e chumbo e desceram da cabeça até ao peito.

 

Os Burgueses, foi a dupla que se seguiu e inspirados no principezinho e na relação este mantém com a sua rosa, apresentaram uma colecção envolta de espirito country. O processo criativo começou com uma reflecção sobre o que é ser uma casa de moda de autor em Portugal, como é que se encaixa a dupla no panorama nacional, qual é a sua “casa” neste país pequenino. A isto juntaram o principezinho e a sua rosa, o que tem aquela rosa de especial que a torna tão diferente das outras, fizeram a mesma questão sobre as suas criações e tiveram nesta colecção um cuidado redobrado com os detalhes, com o que torna uma peça sua tão diferente das restantes. Assim não faltaram pormenores como fechos, os botões de mola, rotação minuciosa de pinças, acabamentos em cabedal e machos nas costas das peças.  Em relação aos materiais destacaram-se o cabedal, com um impacto forte nas peças look total, e o tweed invertido. Relativamente à silhueta mais uma vez a dupla trabalha os opostos tendo apresentado saias rodadas, numa silhueta mais feminina em contraponto de silhuetas mais longas, sobretudo nas peças vermelhas.

Seguiu-se Daniel Dinis que apresentou uma colecção bastante desportiva, com grande enfase nos casacos e camisolas extra-large. Destaque para as camisolas com um material semelhante a desperdícios que criou um interessante efeito visual. São de salientar ainda os casacos cinza com acabamentos com cor.

 

Maria Gambina retomou nesta estação a sua essência desportiva, tendo brincado com a desconstrução de peças intimamente ligadas ao desporto, os blusões e casacos de capuz ou até mesmo detalhes como o típico debrum branco de equipamentos desportivos. Apresentou uma colecção repleta de assimetrias não só de forma mas até mesmo na própria peça em si, por exemplo um casaco metade casaco metade capa; utilizou também várias peças sobrepostas como o capuz, por exemplo. Um detalhe interessante foram também os estampados utilizados nas peças e os fantásticos sapatos.

 

Seguiu-se o designer convidado Piortz Drzal, que uma colecção muito baseada na dualidade de materiais e cor, tendo praticamente todas as peças dois painéis distintos. O desfile abriu com camisas de quadrados com uma dupla fileira de botões, calças com fita no cós e calções para homem. Não faltaram ainda as cornucópias nem um casaco de pelo para mulher com as costas trabalhadas com cortes em V. A paleta cromática variou entre os tons neutros, beges, azul, rosa e bordou.

 

Com Miguel Vieira voltamos para o páteo da galé numa apresentação onde não faltaram as franjas nem o pêlo. Uma colecção bastante festiva como é assinatura do designer, onde o dourado se juntou à paleta cromática.

 

Nuno Baltazar voltou esta estação a brincar com as assimetria e com as pregas em decotes e ombros, desta vez numa paleta cromática mais viva com rosas e laranjas, mas que também arranjou lugar para os pasteis e neutros.

Nuno Gama apresentou todos os seus homens de bigode numa colecção divertida e colorida, com um espirito muito parisiense onde nem as boinas faltaram.

por. Margarida Brito Paes

Francisco Vaz Fernandes
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