Leslie Feist em Portugal

Esta é a mesma menina que, em 2004, can­tava sobre a natu­reza de um sen­ti­mento tan­tas vezes fugaz como o amor mas que con­se­guia tor­nar fácil igno­rar o facto, pelo modo sim­ples­mente ado­rá­vel como can­tava aquela Gatekeeper e entre­gava o equi­lí­brio doce certo, a um assunto tão sério que, em 2007, e com sen­tido de humor, embe­le­zou o seu sucesso com o álbum The Reminder e a 1234, música de uma exu­be­rân­cia bas­tante óbvia a ofus­car a melan­co­lia escura de um rela­ci­o­na­mento a cair aos peda­ços (foi bonito vê-​​la ficar um pouco irritada).

Ela mesma, vem ao Coliseu dos Recreios, em Lisboa, a 18 de março, e ao Coliseu do Porto, no dia seguinte, para a apre­sen­ta­ção do álbum Metals, lan­çado em novem­bro de 2011, no qual Leslie Feist man­teve ele­men­tos ténues folk de tra­ba­lhos ante­ri­o­res mas em diver­gên­cia e com uma habi­li­dade ima­cu­lá­vel, con­se­guiu conferir-​​lhe um tom ainda mais nos­tál­gico, quase flu­tu­ante, devido à sua voz pro­fun­da­mente versátil.

Num álbum que oscila entre nuan­ces de jazz e blues, Feist con­firma mais uma vez o seu pro­fundo conhe­ci­mento musi­cal e que as suas explo­sões estilísticas-​​musicais estão longe de ter fim. Não que How Come You Never Go There não seja uma exce­lente música de apre­sen­ta­ção do álbum, mas mui­tos de nós estão pron­tos a aninhar-​​se aos seus pés, de sor­riso no cora­ção, a ouvir a Confert Me. For sure.

 

texto Ingrid Rodrigues

Coliseu dos Recreios, em Lisboa, a 18 de março

Coliseu do Porto, dia 19 de março

 

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