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Encontradas no Baú: Sandra e Silvia

Em 2009, Sandra e Sílvia decidiram mudar de vida e criaram a Loja de Estar, onde cabe tudo, mas em forma de sonho. Já marcam presença assídua nos sites e blogues de tendências internacionais e são, actualmente, um projecto incontornável da blogosfera. ( Parq 21)

 

O que faziam até à Loja de Estar?

SS (Sílvia Silva): Pulava para dentro e fora da caixa, entre um trabalho nas áreas da gestão e uma paixão pelo teatro numa companhia amadora.

SG (Sandra Gouveia): Tenho um curso porque sim e depois, ao sabor da vida, tornei-me aprendiz de consultora.

Como surgiu esta ideia?

SS: Para mim, este tipo de projecto sempre foi um sonho que trazia na carteira. No entanto, até o iniciar com a Sandra, nunca tinha feito nada de concreto por ele! Mais do que ter uma loja, desde sempre pensei em criar conteúdos, fossem eles produtos, palavras, histórias, músicas ou ambientes. A Sandra surgiu de repente com a possibilidade de criar uma pequena loja física que não se materializou, mas depois dessa esquina que afinal se revelou uma rotunda percebemos que juntas tínhamos um potencial que não queríamos perder. A partir daí, foi sempre a partir pedra e a andar para a frente! Partilhamos um conceito de vida e um conjunto de objectivos que passam por viver perto e perto das pessoas que amamos, uma vontade de conseguir criar um trabalho que seja mais do que um emprego. Um modo de vida, que se misture com o nosso dia-a-dia e com quem nós somos de forma natural.

Qual o conceito que vos orienta?

SS: tudo começou por um projecto a que na altura chamámos Foradacaixa (que hoje é uma das marcas registadas da loja). Não foi possível usar o nome para a empresa, pois já não estava disponível. Sendo ainda um local virtual, procurámos criar um ambiente visual que consiga, nem que seja por breves segundos, transportar o visitante para o espaço que imaginámos. Não somos “orientadas ao conceito”, fazemos as coisas porque gostamos e como gostamos.

SG: E é um projecto em forma de sonho. Um espaço onde tu vais rir e chorar com os amigos ao som de música apropriada. Ou onde vais ouvir um tipo a falar sobre como conseguir equilibrar a loucura de ter um papel social e profissional que todos assumem que tu ÉS, mas que não te satisfaz, que vestes e despes todos os dias, porque o que tu queres mesmo é fazer escultura e pintar com as mãos.

Que momentos consideram mais importantes para a afirmação da loja?

SG: O reconhecimento dos clientes, dos fornecedores, dos autores de blogs trend makers, como o swiss miss ou o designworklife, ou o lovely package no nosso primeiro produto de criação própria! Todos aqueles que gostam do que nós criámos e vamos criando sem sequer terem visto a nossa cara. Dá-nos uma força tremenda! Reforça e conforta as nossas escolhas. Se o mercado, no sentido lato, tivesse olhado para nós com indiferença, provavelmente acabaríamos por concluir que estávamos a fazer o que os outros todos já fazem. Essa é a nossa grande vitória: estamos a cimentar uma posição diferenciada que é reconhecida como tal.

Que caminhos vão desbravar a seguir?

SS: A curto prazo, pretendemos essencialmente desenvolver as duas marcas associadas à loja, a Foradacaixa e as Raparigascomonos. Esta última é um projecto mais pessoal, mas que não deixa de estar inserido na Loja de Estar. Num futuro bem mais alargado, queremos ter uma porta gigante de madeira azul traineira para abrir, um pequeno palco, um jardim nas traseiras, uma boa exposição solar e gente, muita gente. Ah, e não ter de consultar a conta da loja cada vez que fazemos uma encomenda (risos).

 

Texto. Maria João Teixeira

www.lojadestar.pt

 

Francisco Vaz Fernandes
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