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The Shins x Part of Morrow

Depois de uma ausencia de quatro anos , Port Of Morrow (2012, Aural Apothecary/Columbia Records), o quarto álbum dos The Shins é bem o resultado das experiências acumuladas por James Mercer o mentor do grupo que já conta com uma longa e respeitável carreira. As referências melódicas das 10 faixas mergulham no universo dos The Beach Boys, The Kins e The Smiths , nomes que fazem parte das referencias confessas de mercer  adaptadas ao seu próprio quotidiana.

Básico e sem exageros, o trabalho de 40:13 minutos relaciona-se igualmente ao primeiro álbum do The Shins, onde apareciam guitarras bastante suaves, pendendo ora para a música folk, ora para o indie pop doce que o Belle and Sebastian pode promover durante a década de 1990. Tão convidativo quanto os anteriores registos do grupo, o disco junta um bem produzido jogo de composições, faixas marcadas pela acessibilidade pop, mas que acabam contando com um tempero extra, nunca redundante ou limitado. O álbum está cheio de temas que se podem transformar em grandes hits como é por exemplo, Simple Song, It’s Only Life e For A Fool, músicas que possibilitam não apenas o desenvolvimento de uma instrumentação radiante, como a possibilidade de Marcer alcançar novos níveis vocais que n eram antes exploradosl.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=RoLTPcD1S4Q

Assim como nos álbuns anteriores, além da direção de James Mercer, Port Of Morrow conta com a colaboração de um novo produtor. Depois dos  Phil Ek e Joe Chiccarelli, chega a vez de Greg Kurstin (que já trabalhou com Lily Allen, Beck e The Flaming Lips) deixar sua marca, apoiando a banda na construção de linhas instrumentais suaves e no jogo de vozes, elementos que acabam contribuindo para a construção do clima acolhedor do registo.

Francisco Vaz Fernandes
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