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Trophy Wife x MusicBox

É já no próximo sábado, 31 de Março, que os Trophy Wife  sobem ao palco do Musicbox, em Lisboa. Na estreia nos palcos de Lisboa, a banda de Oxford vai apresentar “Bruxism”, o seu mais recente trabalho. O concerto tem início às 23h30. Os bilhetes custam entre €10 e €12. A sonoridade cativante que os próprios rotularam “disco de escritório sem ambições” tem sido uma excelente revelação que os tem levado a muitos palcos.

Contem nos por favor, todo o percurso desde serem mais uma banda de Oxford para se tornarem na de Oxford com concerto agendado em Tokyo.

Alguns de nós dividíamos uma casa, e começámos a esgueirar-nos para um quarto no piso de cima para compor música de batidas fortes e ritmos dançáveis por diversão, enquanto bebiamos vinho e fumávamos. Depois apercebemo-nos que até gostávamos do que iamos escrevendo e continuámos a fazê-lo mais e mais até que formámos uma banda. Começou por ser um projecto caseiro, por assim dizer. O que levou mais tempo foi descobrir como tocar as músicas ao vivo, dado que nunca tínhamos usado aparelhos electrónicos anteriormente. O lançamento de “Microlite” teve uma aceitação muito boa e a partir daí ainda não parámos. Temos muita sorte; temos tido boas oportunidades para viajar através dos convites para tocarmos em Festivais e outros sítios. E com o último EP lançado no Japão, tivemos a possibilidade de tocar em Tóquio. Foi a experiência da nossa vida.

De onde surgiu a ideia de desenvolver uma colaboração com Yannis Philipaks dos Foals? Transmite-nos um pouco do processo e parte dessa experiência.

Yannis é nosso conterrâneo, e a ideia de trabalhar com ele surgiu assim que pensámos numa lista de colaborações para o último EP. A canção “Wolf” surgiu em dois dias entre brincadeiras com o teclado e o sintetizador apesar de termos ido de mãos a abanar para o estúdio. Foram dois dias muito intensos mas aprendemos muito com ele. Ajudou nos a abrir muitas portas de forma a transmitir mos mais intensidade e emoções numa canção.

A linda e doce e fantástica Joanna Newson  criou The Book of Right-On, uma música que é hoje o vosso primeiro e único cover. Como foi para vocês redesenharem os contornos dessa musica?

Foi uma das primeiras coisas que fizemos e serviu de catalizador para muitas outras musicas. Nós sempre adorámos a versão original, por isso, pegámos na melodia principal e juntámos tons graves e um ritmo monótono dançável. Ainda a chegámos a tocar ao vivo mas eram duas notas em sete minutos, o que acabou por se tornar entediante.No futuro, gostávamos de fazer mais covers, talvez a próxima seja uma musica dos The Cure.

Contem nos tudo sobre Abbey Road! Como foi a experiência de gravar ao vivo no emblemático Abbey Road e a sua famosa acústica?

Foi maravilhoso entrar naquele grande átrio e contemplar todos os fantasmas que vagueiam naquele lugar. O espaço é enorme e a acústica fez com que a nossa bateria soasse ao “Dark Side Of The Moon”.É como estar num Museu, mas consegues sentir realmente a importância histórica.

Quais são as vossas expectativas para dia 31 de Marco para o concerto no MusicBox?

Nós já tinhamos estado em Lisboa (não com os Trophy Wife) e já há algum tempo que queriamos cá voltar. Já lá vai algum tempo desde que tocámos pela Europa e só cá vamos ficar uma noite, por isso, vamos aproveitar o mais possível e ter uma noite em cheio. E adiantamos que vamos tocar algumas musicas pela primeira vez.

 

 

Francisco Vaz Fernandes
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