gonçalo Tocha

É na Terra não É na Lua

Estreia no circuito comercial , É na Terra não É na Lua de Gonçalo Tochas, um filme documental de três horas realizado inteiramente no Corvo, uma das ilhas do arquipélago dos Açores. A Segunda longa-metragem de Gonçalo Tocha, é um documentário/diário/filme-ensaio e foi o vencedor DocLisboa 2011, com a atribuição do Grande Prémio Cidade de Lisboa para melhor longa ou média-metragem. Estreia hoje no Cinema City Alvalade em Lisboa
O interesse que o realizador depositou na ilha do Corvo partia da sua situação de extremo isolamento e no tipo de cultura que aí desenvolveram marcado pelas condições e capacidade de sobrevivência de uma comunidade que durante séculos dependia apenas de si própria. A comida, actividades de lazer, tudo tinha que ser providenciado pelos próprios habitantes da ilha. É essa perspectiva histórica que se enche de histórias dispares e a tentativa de unir factos que alimenta esse filme cercado de mitos. Filme demorou 4 anos a realizar e 4 viagens das quais 3 realizadas por barco.
O realizador trouxe para este filme  as experiências  do norte-americano Robert Kramer, um cineasta “nómada” que defendia a ideia da câmara como uma extensão de si próprio e de Jean Rouch que inaugurou o chamado “cinema directo”, que pressupunha o registo da realidade “tal como ela é”.

 



Francisco Vaz Fernandes
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