Alabama Shakes x Boys&Girls

Boys & Girls (2012, ATO), o pri­meiro álbum da banda norte-​​americana Alabama Shakes, acaba por ser uma sur­presa por­que nos remete para as ori­gens do Rock. Do iní­cio ao fim o álbum é um gigan­tesco ode aos sons do pas­sado, man­tendo (de forma sem­pre con­tro­lada) uma forte apro­xi­ma­ção ao pre­sente. Por mui­tas razões  é o disco per­feito que pode agra­dar a várias gerações

Do neo-​​soul ras­gado que escorre dos vocais de Brittany Howard ao Blues Rockm leve que explode da gui­tarra de Heath Fogg, tudo isso  faz parte das ten­den­cias do pre­sente, mas ainda assim soa a algo do pas­sado com refe­ren­cias a Led Zeppelin, Otis Redding,  ou AC/​DC .  Nada que seja abso­lu­ta­mente novo por­que podía­mos encon­trar algum para­lelo nas gui­tar­ras de Jack White  ou até mesmo na voz de Amy Winehouse, e por­que não nas pro­pos­tas da dupla The Black Keys, dia­lo­gando com a flui­dez cho­rosa dos Band of Horses.

Por tudo isso Boys& Girls é cla­ra­mente um tra­ba­lho que não arrisca em nenhum momento mas tam­bém não era pre­cisa. Tudo o que pode­mos encon­trar neste álbum há déca­das que é conhe­cido, daí que, o o exce­lente tra­ba­lho da banda passe no essen­cial  por cata­lo­gar e orga­ni­zar os ele­men­tos, algo que assu­mem com per­fei­ção até ao final da última música. Em quase 40 minu­tos, o álbum per­corre déca­das, influên­cias e ten­dên­cias musi­cais, mos­trando um pro­jecto que aponta para diver­sas direc­ções e acer­tando sem­pre em todas.

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