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Jack White x Blunderbuss

Jack White soube como poucos passar do reduto o underground para um som mais mainstream. Mesmo vindo de uma longa carreira que teve início no começo da década de 1990, o músico de Detroit só alcançou o destaque absoluto no início da década seguinte, quando ao lado da parceira Meg trouxe de volta a força do blues embebida pelo dinamismo do rock com acontecia em The White Stripes.

Este novo álbum está cheio de detalhes onde podemos perceber as influencias do blues obscuro da década de 1930, do rock clássico dos anos 60 e mesmo do garage rock da década de 1980. Pela primeira vez Jack parece dialogar abertamente com vários artistas que  o influenciaram. Um resultado que se evidencia tanto na crueza e simplicidade honesta de Sixteen Saltines como na grandiosidade de Weep Themselves to Sleep, com todos os seus arranjos esculturais.

Blunderbuss,  nome que é uma referência a uma arma de fogo, é bem um disco inteiramente voltado para o passado, como se o cantor fosse uma espécie de guia para novatos. Há de tudo neste que pode ser considerado um catálogo nostálgico onde destaco a inteligência de composição de  I Guess I Should Go to Sleep ou os anseios melancólicos da música folk na faixa que serve de título.Em todas as faixas com referencias ao passado white sabe como acrescentar doses mínimas e controladas  de renovação.

Francisco Vaz Fernandes
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