Fashion Insight x Antónia Rosa (entrevista)

Antónia Rosa cres­ceu e ama­du­re­ceu em Paris, num tempo de infân­cia em que o gosto pela maqui­lha­gem come­çava a ser pro­e­mi­nente. Esta seria a sua porta de entrada para o reco­nhe­ci­mento inter­na­ci­o­nal. Depois da publi­ca­ção do livro “O Poder da Maquilhagem”, do ate­lier na Rua Nova do Almada, Chiado e das cró­ni­cas men­sais para a revista Elle, Antónia Rosa mostra-​​se uma mulher activa que pro­cura sem­pre o lado posi­tivo das coi­sas, numa ener­gia con­ta­gi­ante que não é des­cri­tí­vel por pala­vras, ape­nas por rímel e batom. (texto alon­gado sobre a car­reira da Antónia Rosa na Parq #34 edi­ção de Junho)

 Desde o Antigo Egito até ao século XXI, qual a época que ver­da­dei­ra­mente a fascina?

Esta ques­tão pode “dar pano para man­gas”. Na ver­dade, dos anos 20 à atu­a­li­dade, todas as épo­cas me fas­ci­nam. A ousa­dia, a cri­a­ti­vi­dade, a explo­são de cor, pas­sando pelo mini­ma­lismo, um boca­di­nho “de mau gosto” nos anos 90 e che­gando aos dias de hoje em que tudo se mis­tura por­que tudo se reci­cla, todas estas déca­das são fon­tes de ins­pi­ra­ção para o meu trabalho.

 Se tivesse de ele­ger uma pes­soa que a ins­pira pela apa­rên­cia e cui­da­dos de beleza, quem escolheria?

Brigitte Bardot, Audrey Hepburn, Catherine Deneuve e mais recen­te­mente a Kate Moss são ape­nas algu­mas das milha­res de atri­zes e mane­quins lin­das que ser­vem, sem dúvida, de fonte de ins­pi­ra­ção, daí que seja para mim um pouco difí­cil nomear ape­nas um nome.

E para esta ses­são foto­grá­fica, qual foi a sua fonte de ins­pi­ra­ção? Encarnou alguma personagem?

Esta ses­são foi muito diver­tida de fazer. Penso que a fonte de ins­pi­ra­ção foi mesmo o impre­visto, um “hap­pe­ning” no pró­prio estú­dio. Vesti as rou­pas do desig­ner de moda Aleksander Protic, uma amiga minha fez-​​me a maqui­lha­gem con­so­ante a roupa que ia ves­tir e fize­mos a ses­são. Nestas fotos em par­ti­cu­lar não encar­nei nenhuma per­so­na­gem, fui eu própria.

 No que toca a maqui­lha­gem, é apo­lo­gista do “less is more” ou do “take risks”?

Confesso que gosto imenso de maqui­lha­gem natu­ral. Hoje em dia as mulhe­res são muito ati­vas e andar muito maqui­lhada não dá jeito. Mas, por outro lado, tam­bém acho bem que se tomem ris­cos. Se as pes­soas se sen­ti­rem bem com um eye­li­ner gigante e uma pes­tana pos­tiça, por­que não? Desde que não fique ridí­culo, acho que o impor­tante é a pes­soa sentir-​​se con­for­tá­vel. Cada faixa etá­ria tam­bém tem de saber até onde pode ir. Neste assunto, há sem­pre muita coisa em jogo: idade, posi­ção social, sair à noite, a ocasião…

Qual a ten­dên­cia da maqui­lha­gem para a pró­xima estação?

As ten­dên­cias exis­tem essen­ci­al­mente para o mer­cado. As mar­cas criam cores novas para que tam­bém possa haver con­sumo, possa haver novi­dade em ter­mos de pro­du­tos, como é o caso, por exem­plo, da som­bra azul. Agora, penso que não deve­mos com­prar uma som­bra azul só por­que é novi­dade mas sim por­que nos fica bem. Para ser sin­cera, para mim, a grande ten­dên­cia a nível da maqui­lha­gem é mesmo as pes­soas sentirem-​​se con­for­tá­veis com a maqui­lha­gem que usam, não se adap­ta­rem a ten­dên­cias mas sentirem-​​se bem com elas pró­prias, isso sim é muito importante.

Texto de Marta Ferreira 

Fotografia de Maria Meyer

http://​www​.anto​ni​a​rosa​.com/

Antónia Rosa ves­tida por Aleksandar Protic e maqui­lhada por Nana Benjamim

 

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