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Finalmente Lana del Rey no Super Bock Super Rock

O momento pelo qual a vasta maioria presente no Super Bock Super Rock ansiava: a estreia em Portugal de Lana Del Rey. O concerto não chegou a uma hora de duração, mas de salientar que o percurso de Elisabeth Grant (o seu nome verdadeiro) conta apenas com um álbum de originais editado até hoje, Born To Die. Meses depois da controversa atuação no Saturday Night Live, que mostrou uma voz pouco segura e algum nervosismo, esta noite Lana Del Rey revelou-se bem mais confiante na sua postura em palco.

Tudo na cantora é uma celebração do glamour, desde a pose teatral até à pausa para acender o cigarro antes de interpretar uma das suas canções mais conhecidas: Born To Die, que dá título ao disco. Em palco estava acompanhada por um quarteto de cordas (três violinistas e uma violoncelista), um pianista e um guitarrista, que juntos criavam as melodias pop barrocas e polidas, a que depois Lana dava voz no seu estilo intimista mas que se soube adaptar às vicissitudes de um espetáculo num festival ao ar livre. Se por um lado a postura de Lana Del Rey se caracteriza pela teatralidade e pelo charme insinuante, esta não deixou de querer estabelecer uma cumplicidade com os seus fãs. Ou seja, a cantora tanto tem de recente diva pop como não se coíbe de descer do palco, espalhar beijos e abraços pelos fãs que desde que o recinto abriu guardavam com convicção o seu lugar na fila da frente. Atrás de si desfilavam no ecrã uma série de imagens que figuraram nos telediscos de Blue Jeans (tema de abertura) ou Video Games (um dos raros momentos em todo o festival em que plateia cantou com convicção). O final chegou com o novo single National Anthem e veio revelar que Lana Del Rey tem um potencial muito maior do que aquele que à primeira vista prometia.

texto João Moço  http://www.dn.pt/blogs/festivaisdeverao/archive/2012/07/07/a-celebra-231-227-o-do-glamour-com-lana-del-rey.aspx

Francisco Vaz Fernandes
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