Tempest de Bob Dylan

Há meia década que a música de Bob Dylan apela e esti­mula a mudan­ças de cons­ci­ên­cia da rea­li­dade, sus­ten­tando sem­pre a tra­di­ção sub­ver­siva de can­ções com men­sa­gens secre­tas. Subtis, mas pode­ro­sas. E “Tempest” faz prova disso.

Com lan­ça­mento agen­dado para 11 de Setembro, como já havia feito em dis­cos como “Time of Mind” (1997) e “Modern Times” (2006), o novo álbum de Bob Dylan capta a aten­ção e intriga; não só por recor­rer, mais uma vez, ao seu pseu­dó­nimo, Jack Frost, para assi­nar a pro­du­ção do CD, mas tam­bém, por ser pos­sí­vel encon­trar cita­ções de músi­cas dos Beatles, uma faixa épica de 14 minu­tos ins­pi­rada numa cena em par­ti­cu­lar do filme de 1997, Titanic, um tri­buto a John Lennon e, por fim, um coro que nos vai ins­ti­gando com um  “I’ll pay in blood, but not my own”.

Já para não pas­sar a caneta de tinta flo­res­cente ao facto de “The Tempest” ser o nome da última tra­gé­dia escrita por William Shakespeare. Estaremos nós perante a última cele­bra­ção da lenda viva ao seu legado?

Texto de Ingrid Rodrigues

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