pontos negros

Pontos Negros

Com concerto no Ritz Clube agendado para dia 13 de Outubro, Os Pontos Negros apresentam o seu mais recente trabalho “Soba Lobi” e respondem à curiosidade da Parq Magazine sobre o B-A-BÁ da produção deste álbum no Abbey Road. Mesmo não contando segredos, partilham o que podem.

No intervalo de dois anos, entre “Pequeno Almoço Continental “ e “Soba Lobi”, o vosso processo de maturação é evidente. Resultado das constantes medidas de austeridade ou o culminar de sete anos de um caminho tortuoso que se começa a apresentar limpo e desimpedido. Um acordo entre cabeça, coração e alvo?

Agora é que o caminho começa a entortar. Nunca tivemos tanto trabalho e tão pouco tempo. Como já não somos “a melhor banda dos últimos tempos da última semana” (Titãs), temos que nos esforçar mais para não nos repetirmos. Por outro lado, o Angus Young diz que os AC/DC andam há décadas a gravar o mesmo disco!

Três dias alucinantes de Rock’n’Roll em português no Abbey Road. Pisar-lhe o chão e aprender-lhe as manhas ajudou ou ajustou sons ou resultados? Existe alguma faixa no álbum onde seja evidente o resultado dessa experiência?

Não tivemos muito tempo para fazer experiências mas como não levávamos as coisas tão bem preparadas como era hábito, houve espaço para incorporar a mística do local.

Nota-se mais na Gabriela e na Negrume, mas o disco tem um som muito aberto, a sala está sempre a infiltrar-se nas canções.

Falem-nos da capa do álbum. Do terem pedido a colaboração e participação de fãs para o vídeo que acompanha o single “Eu+Eu=Ninguém”. Terem tocado na estação de Metro da Baixa-Chiado PT Bluestation (Lisboa) a um palmo de quem vos ouve… A proximidade com o público; faz a união?

Claro, preferimos sempre estar o mais perto possível do público. É incrível! Assumimos o risco de pedir a colaboração dos fãs e já recebemos de tudo. Ainda vai dar muito trabalho montar o vídeo e é certo que não vai ter um fio condutor. Para este disco, a capa tinha que ser qualquer coisa misteriosa, pouco óbvia. Não podia ser uma referência a Abbey Road até porque o disco se justifica pelas canções e não pela sala. Mas o disco é rude e isso está lá logo no primeiro olhar.

 

E por fim, ás 23h00 de dia 13 de Outubro, o que é que vai acontecer na Rua da Glória no nº57?

Ainda estamos a preparar surpresas. Queremos que as pessoas sintam que não é só mais um concerto. Vamos arriscar coisas que nunca fizemos antes. Mas têm de ir lá para comprovar. Queremos que seja à altura da história da sala.

Texto de Ingrid Brito Rodrigues

Francisco Vaz Fernandes
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