Local Natives x Hummingbird

A leveza ins­tru­men­tal e o sofri­mento tra­du­zido em ver­sosé o que pode­mos encon­trar de mais genuíno no recente album dos Local Natives, Hummingbird (2013, Frenchkiss) . Com um for­mato pri­mo­rosa , a banda de Los Angeles, uti­liza os ele­men­tos regu­la­res como um meca­nismo de expan­são dos seus pró­prios limi­tes. Geralmente de natu­reza deli­cada, cada com­po­si­ção assi­nada pelo grupo ultra­passa os limi­tes pré­vios que regem a pro­posta do coletivo,tal como acon­te­cia na sua obra ante­rior, Gorilla Manor (2009), um álbum pleno de sutilezas .

No novo álbum, cada faixa é um pre­nun­cio da seguinte. Ou seja, o que à par­tida  é dimi­nuto e com­por­tado, de seguida parece explo­dir em exa­ge­ros con­tro­la­dos que se rela­ci­o­nam com as prin­ci­pais direc­tri­zes do grupo: as melo­dias sua­ves e a dor. Dessa forma, enquanto Heavy Feet cresce de maneira a soter­rar o ouvinte com ema­na­ções sun­tu­o­sas e encai­xes musi­cais subli­mes, logo em sequên­cia Ceilings puxa o álbum para junto de uma for­ma­ta­ção melan­có­lica e amena.

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Existem ainda com­po­si­ções que lidam com a mesma pro­posta dupli­cada do regis­tro, caso de Breakers, faixa que arrasta o ouvinte em uma ava­lan­che de altos e bai­xos ins­tru­men­tais que ata­cam dire­ta­mente os sen­ti­men­tos de quem passa pela obra.

E por falar em sen­ti­men­tos, são eles quem abas­te­cem cada mínima fra­ção ins­tru­men­tal e poé­tica no decor­rer da obra. Das con­fis­sões que lavam a faixa de aber­tura, You & I, ao fecho honesto de Bowery, registo que lida com aspec­tos dolo­ro­sos da vida a dois. Nesse aspecto o grupo aproxima-​​se dos mes­mos lamen­tos adul­tos que abas­te­cem a obra do The National, até por­que con­tas com a pre­sença de Aaron Dessner na pro­du­ção do disco. De fato, muito do que ori­enta a cons­tru­ção de Hummingbird está ligado ao Chamber Rock que a banda de Cincinnati pro­move desde o álbum Boxer (2007), subs­ti­tuindo a atmos­fera soturna por melo­dias de alcance épico.

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