Balões, confetis e David Fonseca

O Coliseu de Lisboa rece­beu o músico com uma pla­teia cheia e David Fonseca rece­beu o público como se esti­vesse em casa. Este con­certo mar­cou a estreia dos álbuns “Seasons — Rising : Falling” nos Coliseus por­tu­gue­ses.
Tudo come­çou há 10 anos, quando David Fonseca deci­diu aventurar-​​se numa car­reira a solo, em género de expe­ri­ên­cia. O rela­tó­rio final desta merece nota máxima, por­que uma década depois o músico con­ti­nua a arras­tar pes­soas para den­tro do seu uni­verso de sono­ri­da­des vibran­tes can­ta­das em inglês.
Uma explo­são de con­fe­tis abriu este espe­tá­culo celes­tial. Um micro­fone retro des­ceu até às mãos de David Fonseca que, de viola às cos­tas, can­tou “Under The Willow” acom­pa­nhada de um movi­mento de per­nas ener­gé­tico, típico de alguém regres­sado dos clás­si­cos anos 50 – qual Elvis Presley!
E come­çou o “Armaggedon” musi­cal. David Fonseca pro­me­teu à sua tri­pu­la­ção lis­bo­eta uma via­gem entre can­ções novas e velhas, com para­gens acús­ti­cas e pas­sa­gem por clás­si­cos de outras ban­das. E cum­priu. Saltando entre “Seasons — Rising : Falling” e can­ções de outros álbuns, o can­tor trans­for­mou duas horas de con­certo num ano de vida. Quase como que cor­rendo todas os meses do ano a can­tar, David Fonseca con­se­guiu ves­tir o palco a rigor para as qua­tro esta­ções. Com bolas de espe­lhos, monó­lo­gos dra­má­ti­cos ao piano, micro­fo­nes em for­mato tele­fone e camisa de dor­mir ves­tida, o músico criou cená­rios curi­o­sos de inte­rac­ção com o público. Entre clássicos-​​sensação como “Our Hearts Will Beat As One”, “Someone That Cannot Love”, “Kiss Me, Oh Kiss Me” e “The 80’s”, David Fonseca teve tempo para sur­pre­en­der mais uma vez, ao con­vi­dar Luísa Sobral para can­tar con­sigo o tema “It Shall Pass”. A cantora-​​revelação não desa­pa­re­ceu no nevo­eiro do palco, ficando para mais um dueto, desta vez com uma música da sua auto­ria – “Not There Yet”. Lâmpadas foram sus­pen­sas por cima dos músi­cos, recri­ando um ambi­ente inti­mista de sala de ensaio, com um banjo à mis­tura. Chegou o momento calmo da noite, com uma “What Life Is For” em ver­são acús­tica, onde um David Fonseca já sem bla­zer se apro­xi­mou do público. Íntimo tam­bém foi o momento, em “Stop 4 A Minute”, em que o can­tor mer­gu­lhou na mul­ti­dão de ouvin­tes, acom­pa­nhado da sua gui­tarra eléc­trica, para tocar um solo entre os pre­sen­tes.
O músico fez pas­sa­gens musi­cais por “I Just Called To Say I Love You”, de Stevie Wonder, “Hurt”, dos Nine Inch Nails e “Lithium”, de Nirvana – cover esco­lhida pelos fãs nas redes soci­ais, com direito a camisa de fla­nela e uma dedi­ca­tó­ria a Kurt Cobain.
Num con­certo com dois enco­res, David Fonseca che­gou ao fim desta via­gem no Coliseu dos Recreios com o regresso de “What Life Is For”, sono­ri­zada de forma mais exta­si­ante e com um toque de “and I can’t help fal­ling in love with you” no final. O músico fechou o espec­tá­culo com a dis­tri­bui­ção de balões pelo público.
Quando demos por nós, era outra vez Inverno.

Texto de Joana Teixeira
Fotografia de Rita Carmo/​Espanta Espíritos  

One thought on “Balões, confetis e David Fonseca

  1. Graça Pereira

    FOI TÃO BOM!!!!
    Sábado há mais!!!
    O David é o MAIOR!!!

    March 5, 2013 at 3:35 pm

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