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JR

JR é um artista parisiense que usa no essencial grande faixas de impressão fotográfica que cola nas paredes. São em geral retratos o que tem levado várias pessoas a referir que no seu trabalho não há separação entre os actores e os espectadores. Os retratados são os próprios espectadores.

O seu principal objectivo é levar as pessoas a pensarem em questões sociais de um forma diferente da que é retratada pelos media mais generalistas como a televisão e jornais. Começou como grafiter, mas quando tinha 17 anos encontrou uma câmera no metro de Paris. A partir daí ele começa a observar as pessoas que vivem em lugares undergrounds da capital e a colar telas fotográficas surpreendentes em locais públicos, deixando assim a  sua marca ao redor do mundo. A sedução do seu trabalho e impacto tem a ver precisamente com a subcersão das escalas, como as suas figuras monumentais reagem com a paisagem local e os indivíduos.

Para ele a fotografia nessa escala dá monumentalidade aos retratados e reconhecimento publico e por isso muito do seu trabalho tem alguma vezes relevancia política. Ele procura o contacto directo com os indivíduos. Um dos seus primeiros projectos a ganhar grande projecção foi realizado em Israel onde no muro que separa as duas comunidades, colou lado a lado,  retratos de israelitas e palestinianos

Em 2008 veio para o Brasil no Morro da Providência, a favela mais antiga e mais perigosa no Rio de Janeiro. JR enfrentou o perigo de entrar lá e conseguiu colar retratos de mulheres nas laterais das residências em que viviam, com os rostos posicionados para que olhassem para o centro do Rio.

As mulheres que foram protagonistas das fotos foram pessoas relacionadas com os três meninos que foram mortos injustamente: a avó, a mãe e o melhor amigo. Tudo isso para chamar a atenção da pobreza e violência que existe numa das cidades mais cosmopolitas do mundo e  para recuperar a humanidade na comunidade, restaurando a identidade de anônimos.

Ele foi recentemente   preferido como o artista favorito dos leitores do jornal Le Figaro.

Outros projectos

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Francisco Vaz Fernandes
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