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Hugo Costa: Apresentação Glaciar em Paris

Hugo Costa apresentou a sua coleção FW17 em Paris dentro do calendário oficial das coleções masculinas. Esta é a segunda incursão de Hugo Costa na capital da francesa, apoiado pelo Portugal Fashion, sendo que desta vez, trouxe a perspetiva de uma maior divulgação e impacto internacional uma vez que a sua apresentação entrava nos circuitos oficiais da Mode à Paris, federação que gere calendário da moda em Paris. Segundo Hugo Costa este era já por si um momento de vitória, consequência da boa imagem que teve o seu último desfile em Paris, fora do calendário oficial. Processo iniciou-se com um pedido de admissão, que apesar de concorrido teve uma analise positiva acabando por ser aceite.

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Desta vez não houve propriamente um desfile mas uma apresentação da coleção. Acabou por ser uma premissa da Federação da Mode à Paris para entrada de um jovem criador num calendário onde os desfiles dos criadores mais conhecidos já se sobrepõem. Ou seja, não houve uma passagem única dos coordenados da coleção a uma hora marcada como é habitual num desfile, mas uma performance, onde basicamente os modelos entravam na sala de exposição e desenvolviam um pequeno percurso em torno de uns cubos iluminados colocados ao centro. Cada um um deles terminava subindo a um dos cubos onde permanecia cerca de 10 minutos descendo depois para uma muda de roupa, repetindo a performance inicial. Não havendo hora obrigatória de entrada, o público ia chegando e partindo porque a performance repetia-se em várias sessões. Podia circular ou deter-se o tempo que quisesse perante os coordenados para fotografá-los ou tomar notas. Uma apresentação traz a vantagem de possibilitar, num horário alargado, um maior numero de público profissional da área geralmente sobrecarregado de desfiles, que assim consegue agilizar a sua agenda sempre sobrecarregada, garantindo a sua presença.

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A imagem de um ambiente glaciar predominava. Hugo Costa inspirou-se nos ambientes inóspitos que Roald Amundsen, explorador norueguês, o primeiro a chegar ao Polo Norte, teria vivido, pelo desejo de descoberta e exploração do desconhecido. Nesse sentido as peças de Hugo Costa são uma barreira protetora, uma segunda pele exterior, que abordam o universo utilitário que resulta de especificidades técnicas. São a evocação a um fardamento de uma missão glaciar sem com isso nunca sair do seu próprio adn que se alimenta em grande parte de referências ao streetwear. Ou seja, roupa com um look masculino,  jovem, confortável, adaptada para o dia à dia. Apesar de terem ganho brilho, superfícies plastificadas e alguma rigidez que alimentam ilusão de roupa tecnológica, na base, contamos com uma coleção confecionads com tecidos tradicionais, confortáveis submetidos a uma série de tratamentos e experiências desenvolvidas pelo criador.

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A apresentação dos 30 looks jogou com dinamização cromática que contava num primeiro ciclo com uma mancha predominantemente clara preenchida por tons azuis e brancos que após muda de look ia obscurecendo passando a predominar coordenados cinzentos e pretos. Num ambiente cenográfico branco com partículas a tombarem sobre os modelos, Hugo Costa conseguiu que a sua apresentação nos transporta-se para um universo mágico dos Globos de Neve da nossa infância.

Texto de Francisco Vaz Fernandes

http://hugocosta.pt/www/

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Francisco Vaz Fernandes
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