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Lisboa Dance Festival: o lado feminino

A segunda edição do Lisboa Dance Festival arranca já no próximo dia 10 de Março, na Lx Factory, com uma programação de 360º no que diz respeito às multiplicidades da eletrónica. Prevêem-se 20 horas de música, talks e muitos pézinhos irrequietos.

Para além das várias novidades que o festival apresenta este ano – incluindo a inserção do formato B2B – vemos a crescente presença de nomes femininos, fenómeno em ascensão no panorama nacional de festivais e espaços dedicados a este género.

Para além de Tokimonsta e Jessy Lanza, dois dos nomes mais marcantes do alinhamento do LDF, marcam ainda presença, as portuguesas Lince, Mai Kino e Rita Maia (em B2B com DJ Satelite). O festival dedica ainda uma das Talks a esta temática, juntando três artistas portuguesas – Isilda Sanches, Sonja e Caroline Lethô – com a produtora do festival, Karla Campos, para discutir o Girl Power.

A presença do lado feminino na cena eletrónica tem sido um assunto bastante discutido por artistas e produtores, principalmente pela crescente adesão feminina ao género. Suzanne Ciani, artista dedicada aos sintetizadores desde a década de 70, fala à Wired da necessidade de criar uma massa feminina que se organize e crie a sua própria força. O festival Deep Minimalism, em Londres, dedicou a sua programação a composições e artistas pioneiros do género, a contar desde 1950. O resultado foi uma programação quase exclusivamente feminina, homenageando artistas como Daphne Oram e Laura Spiegel, artistas tão ou mais responsáveis pela realidade musical que temos atualmente como John Cage, mas com muito menos foco e reconhecimento

texto: Filipa Henriques

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Francisco Vaz Fernandes
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