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David Brandon Geeting

David Brandon Geeting tem vinte e poucos anos e é considerado um dos jovens fotógrafos mais proeminentes do circuito novo-iorquino de moda, arte e musica. Já fotografou para a TheFader, Süddeutsche Zeitung, T magazine , Surface, Adidas, Billboard, e até para os nossos portugueses, Paus.

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Gostas muito de astrologia, como é que os signos astrológicos se manifestam no teu trabalho?

Sou do signo Peixe, que é conhecido pela capacidade de captar tudo que está à sua volta e aglutinar os vários elementos para criar algo de novo. Algumas pessoas consideram o signo da simulação que tenta imitar várias coisas ao mesmo tempo. Não concordo com essa nota negativa, até porque se combinares todas as cores do arco-íris o que resulta é branco.

Qual é o teu sentimento relativo a Nova Iorque? Ainda é um bom sítio para se ser criativo, ou tudo isso acabou?

Nova Iorque é o melhor lugar do mundo, quando vou para fora, sinto que estou fora do meu ambiente. Se, por um lado, me posso sentir relaxado, por outro, o silencio assusta-me. Gosto de estar com pessoas, de uma certa agitação que possa estar a acontecer à minha volta. Em termos de criatividade, Nova Iorque não poderia ser melhor fonte de inspiração. Andar na rua diariamente é um motivo de descobertas imprevisíveis, seja uma nota de 20 dólares na lama ou uma idosa maravilhosamente vestida ou um condomínio feio de vidro que juraria não estar ali duas horas atrás. O volume de coisas que acontecem aqui alimentam o meu cérebro.

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Se pudesses recuar 5 anos que conselho estarias a dar a ti mesmo em termos de carreira?

Liga menos ao que as pessoas pensam, não olhes para as fotografias dos outros e segue sempre o teu instinto.

Antes de te conhecermos, já seguíamos o teu trabalho enquanto membro da antiga banda, Street Smart Cyclist. Encontras similitudes entre criar música e artes visuais? Que peso têm ambas na tua vida?

Sem música não teria ideia do que fazer enquanto artista visual. Não teria ideia como organizar o meu tempo, fazer networking ou mesmo improvisar. Tudo que aprendi dos valores punk ajudaram a realizar-me enquanto artista, independentemente do que esteja a fazer. Mesmo que esteja a fazer sequências de imagens, estou a pensar em composição de letras. Começo a pensar na dinâmica no volume, em notas altas e baixas, cordas felizes e tristes mesmo que esteja a fazer uma fotografia. É impossível sair da influencia da música e confesso que queria que não fosse diferente.

O conselho mais útil para os jovens fotógrafos é não hesitarem nem um segundo. Aquele email para o editor que estejam a elaborar há 15 dias, enviem-no simplesmente. Coloquem o anúncio para juntar modelos para aquele projeto que já contaste aos amigos uma dúzia de vezes, e que nunca acontece. Se estão com consciência pesada por não saírem de casa com a máquina porque estão com frio então saiam. Façam o que sabem, o que é preciso fazer sem ter que pensar muito. Os momentos mais interessantes e enriquecedores da minha carreira foram quando eu arrisquei só para ver o que acontecia.

Texto de Bráulio Amado e Alis Atwell

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Francisco Vaz Fernandes
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