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Roda Gira

Nuno Sota é um dos pioneiros no renascimento da bicicleta em Lisboa. O que inicialmente começou pela montagem e transformação da sua própria bicicleta em 2011, é agora um projeto que conta com uma loja e uma oficina, bem como com uma loja online e um blog. “Aos poucos fui encomendando peças e ferramentas para montar outras bicicletas”, conta Nuno, que após se ver desempregado colocou mãos à  obra e começou a investir no seu projeto. Posteriormente avançou com um blogue, com conteúdo sobre fixed gear e uma secção de venda. A loja fí­sica surgiu em 2012, mantendo-se até hoje na Rua da Misericórdia, em Lisboa. Com a abertura de novos espaços, o criador do projeto pautou-se desde o início pela qualidade das pelas e dos componentes para os ve­ículos de duas rodas. Nuno começou a desenhar e a fabricar os seus próprios protótipos de quadros e a vendê-los sob a égide da Roda Gira.

90% das bicicletas produzidas pela Roda Gira são singlespeed, isto é, com uma só velocidade. Estas tanto podem ser de roda livre com dois travões, ao estilo das pasteleiras, ou de carreto preso, em que “a transmissão funciona como uma peça única, o carreto traseiro está pela corrente ligado diretamente à cremalheira dianteira e nunca se pode parar de pedalar”.

loja

Para lá das fronteiras, a Roda Gira colaborou em 2015 com uma equipa de corridas Alleycat de Nova Iorque na produção do quadro Zorlac, com uma pintura costumizada, ideal para as corridas do género e para campeonatos de pista no Kissena Velodrome. Chelsea Matias é uma participante nestas competições que carrega o nome da Roda Gira. A atleta venceu as últimas cinco edições da Monster Track NYC.

Nuno foi acompanhando a evolução da área do fixed gear: desde a transformação de bicicletas antigas, através de alterações mais artesanais e mais baratas, até à formação de um mercado, onde várias marcas de “faça você mesmo” passaram a ganhar uma maior importância e algum peso em competições profissionais. Com o passar do tempo, refere Nuno Sota, o fixed gear urbano evoluiu através de um regresso às suas origens, “a bicicleta de carreto preso de velodrome”, também conhecida por track bike. Com esta mudança de cenário e crescimento, embora a simplicidade da bicicleta de carreto preso se tenha mantido, o mercado tornou-se mais exigente em termos de qualidade e também mais elitista, comenta.

http://www.bicirodagira.com/

Texto de João Patrício

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Francisco Vaz Fernandes
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