Surma

Surma para Levis Pride

A colecção Levi’s® Pride 2018, de apoio à comunidade LGBTQ, baseia-se na mensagem I AM. Que importância dás à possibilidade de cada indivíduo ser e de se afirmar como bem entender?

A sociedade de hoje em dia vive muito à base de rótulos e tem a necessidade extrema de agradar às pessoas prejudicando-se a elas mesmo. Deves ser tu mesmo e não ligar a esses mesmos rótulos, só assim é que consegues ter uma identidade própria e só tua. Para quê ser igual a toda a gente?

2. Porque escolheste a palavra Hiperactivepara estampar na tua t-shirt?

Eu mesma sou hiperativa. Para quê esconder uma coisa que és tu? Quando tinha cerca de 5 anos, foi-me diagnosticado hiperactividade e défice de atenção. Este foi um assunto que sempre um assunto um pouco visto de lado para os miúdos mais novos. Sempre fui posta um pouco de parte e vista um como outsiderna escola e mesmo no dia-a-dia. Agora, já não me importo com esta questão. E é por isso que quis dar a cara e apoiar todas as outras pessoas que se escondem atrás de medicamentos para parar de serem quem são.

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3. Como DJ e produtora de música, acreditas que a música pode ser uma ferramenta de união da comunidade LGBTQ?

Sem sombra de dúvida. Nos meus concertos há sempre uma comunidade LGBTQ muito presente e muito unida. Quero tentar passar a palavra de que estamos todos no mesmo barco e que vou fazer de tudo para passarmos a nossa palavra o máximo possível. A música é isso mesmo. Sinto que estamos cada vez mais no bom caminho. Juntos somos fortes!

4. Se tivesses que escolher uma música para representar a comunidade LGBTQ, qual escolherias?

Perfume Genius – Queen. Representa-nos da melhor forma possível. É uma música de esperança e com uma força incrível!

5. Nos dias que correm, o que é para ti ser-se uma pessoa LGTBQ?

dias melhores e dias piores. Depende muito da mentalidade de cada um. Acho que em Portugal temos aberto a nossa mente e temos tido muito apoio por parte da comunidade. Tenho esperança que com os anos possamos ficar todos unidos e sem sermos julgados por aquilo que somos. Não é uma escolha…infelizmente ainda há muitas pessoas que pensam assim mas tenho esperança que com os anos deixemos de ser julgados por aquilo que somos!

Texto de Liliana Pedro

Surma

Francisco Vaz Fernandes
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