GUNROSE_0129

Encontrado no baú: Nuno Rosa


NUNO ROSA, um dos mais criativos Djs do nosso país, criou um novo projecto que promete fazer dançar muitos amantes de música electrónica. De nome GUNROSE, este novo alter-ego apresenta-se como uma faceta mais perversa e com um som mais visceral que os anteriores DEZPERADOS e PINKBOY. Tendo já partilhado a cabine com BOYS NOIZE, 2 MANY DJS ou LES PETITS PILOUS, NUNO ROSA falou-nos desta nova experiência, apresentando GUNROSE como “som sem panos quentes”.

Quem é o GUNROSE em termos de música e identidade?
É um projecto mais “duro” se assim quiseres chamar. É o resultado de uma espécie de rebelião sónica sem medo de ferir sensibilidades e alguns ouvidos.

Onde vais buscar inspiração para a música que produzes e tocas?
Um pouco por todo o lado mas, obviamente, na música e nos concertos que ouço, nos Djs que danço, nos filmes que vejo, nos livros que leio, nas pessoas que conheço e por aí fora…

Como diferencias, em termos de som e inspiração, os teus vários alter-egos?
DEZPERADOS é um projecto que vive da energia de duas pessoas e acho que essa é a grande mais-valia e a maior diferença dos restantes projectos. PINKBOY foi pensado inicialmente como um projecto mais virado para o lado pop da electrónica mas que acabou por ser devorado pela minha sede de diversidade. Actualmente, PINKBOY é um alter-ego muito versátil e consoante o local onde toco tento sempre surpreender e ser diferente em termos musicais e de postura. GUNROSE é o projecto mais rebelde, quase punk se quiseres. Acho que estamos a necessitar de um grande abanão e se eu puder ajudar com rebeldia sónica, óptimo!

És residente no Lux desde 1999. Qual o balanço relativamente ao teu trabalho neste espaço?
É excelente. O Lux permitiu-me crescer muito e obriga-me a nunca estar parado. É de facto um privilégio trabalhar com aquelas pessoas e com aquelas condições e sempre com a possibilidade de me reinventar ao longo do tempo.

Como se desenvolveu a tua carreira como Dj?
Quando viva no Porto, onde nasci, ia muito a um bar chamado ANIKI BÓBÓ, onde o PEDRO MESQUITA era residente. Adorava as noites dele porque eram muito eclécticas. Um dia perdi a timidez, que sempre esteve presente em mim, e fui ter com ele e com o BECAS – o dono – e expliquei que gostava muito de experimentar pôr música e eles disseram que sim.

Qual a tua opinião em relação à música electrónica no nosso país?
É excelente! Acho que nunca foi tão rica e variada. Esta década, com a portabilidade dos estúdios e a facilidade de trocar informação, veio ajudar todos os room projects a perderem a timidez e a saírem cá para fora.

www.myspace.com/gunrosedj
texto. Diogo Torres
Francisco Vaz Fernandes
No Comments

Post a Comment