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Happy Hour de Luis Buchinho em Paris

Inspirados nos cock­tails, Luís Buchinho ser­viu uma colec­ção em tons de sor­vete , mai­o­ri­ta­ri­a­mente, azul, verde e fram­bo­esa, a que cha­mou Happy Hour. Apresentada no dia 30 de Setembro na antiga Biblioteca Nacional de França, em Paris, a colec­ção primavera/​verão 2015  joga com o efeito de sobre­po­si­ções como tem sido habi­tual. Temos ela­bo­ra­das cama­das de cores, teci­dos, tex­tu­ras,  volu­mes e até opa­ci­da­des que com­bi­nam para criar um com­plexo jogo grá­fico, onde o corpo da mulher tanto se revela como se esconde.

Nesta colec­ção as malhas ganha­ram um maior relevo tornando-​​se um dos ele­men­tos mais ino­va­do­res do con­junto.  Buchinho sem­pre teve pre­sente coor­de­na­dos em malha que fun­ci­o­na­vam como um com­ple­mento. Agora, pela pri­meira vez, as malhas inva­di­ram toda a colec­ção e grande parte dos coor­de­na­dos trou­xe­ram apon­ta­men­tos em malha que foram habil­mente apli­ca­dos. São espe­ci­al­mente feliz as peças que intro­du­zi­ram deco­tes e alças em malha onde as tex­tu­ras e os pon­tos ser­vi­ram para con­fe­rir mais plas­ti­ci­dade as peças.

Feliz, com a sala cheia e um maior numero de imprensa estran­geira inte­res­sada no seu per­curso, Luís Buchinho refere a impor­tan­cia de pas­sar as suas colec­ções em Paris. Esse facto ao lado do tra­ba­lho que se desen­volve no sho­wroom em Paris e uma maior pre­sença em várias fei­ras tem levado a que o pro­jecto tenha cres­cido estando hoje pre­sente em 12 países.

Presente desde 2010 no calen­dá­rio da moda pari­si­ense, Luís Buchinho , sali­en­tando o apoio do Portugal Fashion, sem o qual era “inviá­vel” fazer este per­curso que inclui a par­ti­ci­pa­ção em vários sho­wro­oms e fei­ras internacionais.

Com um orça­mento de 700 mil euros por semes­tre, o Portugal Fashion tem apos­tado nos cri­a­do­res naci­o­nais como para des­per­tar inte­resse pelo sec­tor tex­til por­tu­guês.  Nesta esta­ção, Luís Buchinho e Fátima Lopes foram apre­sen­ta­dos na semana da moda de Paris assim como novas pro­mes­sas como Luis Melo Costa e Daniela Barros pas­sa­ram na semana da moda de Londres.  Além disso, em Lisboa e no Porto, irão pas­sar em breve,  mui­tos outros nomes que tanto têm con­ti­buído para uma mudança da ima­gem da Moda em Portugal, tanto no que se refere ao sec­tor tex­til como do calçado.

 

ModaLisboa Ever.Now #2

No segundo dia da ModaLisboa Ever.Now, Lisboa vol­tou a vestir-​​se a rigor para acom­pa­nhar a 41ª edi­ção do evento.
Na pas­se­relle des­fi­la­ram as colec­ções Primavera/​Verão 2014 de Luís Buchinho, Valentim Quaresma, Os Burgueses, Ricardo Dourado, Dino Alves, Kamil Sobczyk, Cia. Marítima, Alexandra Moura, Miguel Vieira e Nuno Gama. A Parq esteve pre­sente e esco­lheu alguns dos melho­res coor­de­na­dos que pisa­ram, neste segundo dia de moda, o Pátio da Galé.

Luís Buchinho apre­sen­tou uma colec­ção “muito pes­soal” onde o sket­ch­book foi ris­cado cons­tan­te­mente em busca das silhu­e­tas per­fei­tas. Apresentou peças com movi­mento e cor­tes assi­mé­tri­cos, sendo os neu­tros branco e preto os tons da colecção.

Valentim Quaresma vol­tou a sur­pre­en­der no femi­nino e no mas­cu­lino com as suas peças metá­li­cas a ador­nar os mode­los. “Caos” — o nome desta colec­ção — des­cons­trói a lin­gua­gem esté­tica comum com padrões geo­mé­tri­cos em metal pra­te­ado que ori­gi­nam pre­ças tri­bais com carác­ter futu­rista. Os cola­res maxi tam­bém ganham força como peças de vestuário.

Os Burgueses vol­ta­ram a divertir-​​se com a cri­a­ção de uma colec­ção. “License  To Go Bananas” deu-​​lhes licença para diva­gar e apre­sen­tar uma colec­ção que com­bina o retro dos anos 60 com o hip-​​hop dos anos 90, cons­truíndo uma silhu­eta urbana e des­con­traída. O estam­pado com bana­nas, os casa­cos de base­ball bico­lo­res e as peças em dou­rado esti­ve­ram em destaque.

Ricardo Dourado pro­cu­rou criar uma colec­ção jovem e sportswear, tra­zendo de volta o fato-​​de-​​treino olds­chool. “Drop The City” é o nome desta linha, que define como “a mais colo­rida que alguma vez fez”. Destacamos a inten­si­dade dos pra­tas que deco­ram algu­mas peças, tal como o estilo over­si­zed da mai­o­ria dos conjuntos.

Dino Alves apre­sen­tou a colec­ção “2D” que con­tra­ria a sofis­ti­ca­ção con­tem­po­râ­nea 3D. Peças pla­ni­fi­ca­das, redu­zi­das a qua­dra­dos ou rec­tân­gu­los, enri­que­ci­das pelo gra­fismo das cores e dos apon­ta­men­tos padro­ni­za­dos. Destaque para o estilo sua­ve­mente futurista.

O con­vi­dado inter­na­ci­o­nal Kamil Sobczyk apre­sen­tou a colec­ção “Yeager” — o Homem explora o des­co­nhe­cido atra­vés de um estilo urbano que lhe per­mite atin­gir coi­sas incrí­veis. Entre tons cla­ros de azul, deta­lhes bri­lhan­tes e néon, o desig­ner apre­sen­tou uma linha com uma ver­tente des­por­tiva, cor­tes sim­ples e aca­ba­men­tos fortes.

A Cia. Marítima explo­rou novas aven­tu­ras e des­ti­nos invul­ga­res na sua colec­ção de bea­chwear. Uma linha com influên­cias jun­gle mania — padrões ani­mais e gra­fis­mos étni­cos — em cores vibran­tes e teci­dos com uma explo­são de texturas.

Alexandra Moura ficou entre o branco e o preto, com linhas rec­tas, silhu­e­tas sim­ples, peque­nos volu­mes e sobre­po­si­ções. Uma colec­ção de con­tra­ri­e­da­des entre o tecido e a forma, com deta­lhes mate­ri­a­li­za­dos em pre­gas e machos. Os mode­los cal­ça­ram sapa­tos que resul­tam da cola­bo­ra­ção Alexandra Moura e Goldmud.

Miguel Vieira apre­sen­tou “Origens” — uma colec­ção com raí­zes bem defi­ni­das, onde as peças se com­ple­tam numa sim­bi­ose entre uma esté­tica des­con­traída e deta­lhes seve­ros. Uma linha de for­mas estru­tu­ra­das, que com­põe um estilo sim­ples e moderno em tons pas­tel e neutros.

Nuno Gama fechou a pas­se­relle, no segundo dia, com a colec­ção “Mosaik”. Mais uma vez, o esti­lista home­na­geia a herança naci­o­nal, apre­sen­tando uma linha ins­pi­rada na cerâ­mica por­tu­guesa. Apresentou dois códi­gos mas­cu­li­nos: o clás­sico e o des­con­traído. Preto, branco e azul foram os tons que mar­ca­ram o des­file, que apre­sen­tou peças bico­lo­res, casa­cos de corte sofis­ti­cado e cal­ças de ganga com remendos.

 

ModaLisboa TRUST

Lisboa menina e moça vol­tou a vestir-​​se com as cri­a­ções dos melho­res esti­lis­tas por­tu­gue­ses na 40ª edi­ção da ModaLisboa. O evento regres­sou ao Pátio da Galé para apre­sen­tar as ten­dên­cias Outono/​Inverno, arras­tando a habi­tual elite fashi­o­nista até à pas­se­relle por­tu­guesa. O tema desta edi­ção foi “Trust”, ins­pi­rando con­fi­ança nos cri­a­do­res de moda lusos.

O pri­meiro dia teve lugar nos Paços do Concelho, onde os mode­los des­fi­la­ram entre a talha dou­rada e sob o tecto tra­ba­lhado. A ModaLisboa foi inau­gu­rada por Valentim Quaresma, com uma colec­ção de ins­pi­ra­ção sim­ples — sonhar acor­dado.
Um espí­rito retro-​​futurista ins­pi­rou esta linha que opõe a indus­tri­a­li­za­ção à cri­a­ti­vi­dade, com­bi­nando leg­gings e saias de cabe­dal com arma­ções ambí­guas em cobre e pêlo. Uma fan­ta­sia visual cri­ada em preto, laranja e castanho.

Ricardo Dourado apre­sen­tou uma colec­ção ins­pi­rada em Soweto, uma cidade sul afri­cana. A silhu­eta cri­ada pelo esti­lista coloca em com­pe­ti­ção o volume exa­ge­rado com as cavas e o corte recto e sim­ples com a assi­me­tria dos jogos de cores, padrões e teci­dos. Os deta­lhes assen­tam nos prints afri­ca­nos, na apli­ca­ção de pêlo e nos bol­sos extra-​​largos dos ves­ti­dos. As peças foram apre­sen­ta­das em tons de branco, bege, azei­tona e preto.

No segundo dia, Luís Buchinho foi o esti­lista a estrear as Arcadas do Terreiro do Paço, com o des­file de uma colec­ção ins­pi­rada no Portugal dos anos 70. Foi apre­sen­tada uma esté­tica de corte mas­cu­lino, com silhu­e­tas de linhas rec­tas, ombros estru­tu­ra­dos e um espí­rito retro-​​moderno. Destacou-​​se a forte pre­sença geo­mé­trica, atra­vés da cons­tru­ção de ves­ti­dos, cami­so­las e casa­cos com linhas dia­go­nais e assi­me­trias. Esta colec­ção intro­du­ziu uma ati­tude revo­lu­ci­o­ná­ria den­tro de uma palete de tons pre­tos, bran­cos e vermelhos.

A ModaLisboa regres­sou à sua pas­se­relle habi­tual — o Pátio da Galé — com Os Burgueses e um blac­kout esti­lís­tico. Esta dupla apre­sen­tou uma colec­ção de silhu­e­tas jus­tas, dis­posta em túni­cas sobre leg­gings com tachas e cami­sas, saias e cal­ças ajus­ta­das ao corpo. Nos deta­lhes destacaram-​​se as fran­jas, as man­chas de tinta em cami­sas bran­cas e os dese­nhos figu­ra­ti­vos a branco em peças cas­ta­nhas. O cabe­dal tam­bém teve uma pre­sença forte como tendência.

Pedro Pedro trouxe rebel­dia para a pas­se­relle, atra­vés de uma esté­tica que mis­tura o tri­bal com o mini­mal e o moderno. Esta colec­ção pri­mou pela andro­ge­nia das peças, tendo por base a opo­si­ção entre o femi­nino e o mas­cu­lino, o for­mal e o casual. A silhu­eta vive dos con­traste entre o extra-​​curto e o extra-​​longo e duma eclé­tica sobre­po­si­ção de teci­dos tex­tu­ra­dos, relem­brando a ins­pi­ra­ção natu­ral e ani­mal desta colec­ção, pinta de branco, preto, cas­ta­nho e cinzento.

Seguiu-​​se Alexandra Moura com peças de cor­tes sim­ples, intro­du­zindo linhas rec­tas e o for­mato tube, numa silhu­eta de lin­gua­gem geo­me­tri­ca­mente qua­drada. O mote desta colec­ção foi o con­forto, a “segunda pele”. Golas altas, saias e ves­ti­dos com­pri­dos, cami­so­las e casa­cos lar­gos em tons de preto, ama­relo tor­rado, branco e azul índigo, sobre algo­dão, malha tra­ba­lhada e veludo cristal.

Nuno Baltazar sur­pre­en­deu com um des­file ins­pi­rado numa ima­gem andró­gena, que oscila entre o homem e a mulher na pro­cura da sua iden­ti­dade. O esti­lista rein­ter­pre­tou os deta­lhes, cri­ando peças com corte estilo casulo, com punhos gran­des e enfa­ti­zando os ombros, man­gas volu­mo­sas, pre­gas e toques mas­cu­li­nos. Esta colec­ção em preto, cara­melo e cor de vinho, abu­sou da malha crepe e da vis­cose, sendo de des­ta­car a aposta de Nuno Baltazar nos aces­só­rios: botas, cin­tos, clut­ches e luvas compridas.

O ter­ceiro dia da ModaLisboa teve o jovem cri­a­dor V!tor como um dos anfi­triões. Um pás­saro de ves­tido e patins em linha abriu este des­file. O esti­lista quis criar uma nova reli­gião esté­tica inti­tu­lada “V!tology”. As “senho­ras” desta colec­ção (ou reli­gião) são as ris­cas, con­tras­tando os neu­tros preto e branco, a par com a inva­são ani­mal carac­te­rís­tica das peças de V!tor. Sobre fun­dos azuis e cin­zen­tos, as peças foram inva­di­das por pug dogs, the grumpy cat prints, cama­rões e uni­cór­ni­cos exta­si­a­dos. Vestidos fluí­dos abaixo do joe­lho, blu­sões bom­ber e uma forte ins­pi­ra­ção mes­clada nas malhas e jer­seys mar­ca­ram a linha do estilista.

Dino Alves sur­giu sob a ide­o­lo­gia “somos o que ves­ti­mos”. E o esti­lista pre­tende vestir-​​nos com um corte justo e longo, aus­te­ri­dade nos deta­lhes e for­ma­li­dade na esté­tica. Destacam-​​se as man­gas tra­ba­lha­das com folhos e volume, aso­bre­po­si­ção de pre­gas e a impres­são de print escrito e flo­ral. Os jogos de cores apos­tam no creme, azul e cereja, com­bi­na­dos com os neu­tros desta esta­ção – preto e branco. Esta colec­ção pri­mou pela pre­sença da pele de pês­sego, da seda, da sarja e, da grande ten­dên­cia para a pró­xima esta­ção, o denim. A sur­presa esteve entre o público, tendo Dino Alves con­vi­dado um grupo de cri­an­ças de um bairro da Amadora a assis­tir ao desfile.

A dupla de esti­lis­tas, White Tent, seguiu-​​se com uma esté­tica mini­ma­lista, femi­nina e arro­jada. A linha desta colec­ção explo­rou os blo­cos de cor e os deta­lhes e silhu­e­tas des­por­ti­vas, em para­lelo com ves­ti­dos fluí­dos em crepe de seda. O camu­flado é uma ten­dên­cia que regressa ao uni­verso dos estam­pa­dos e o verde-​​lima e cin­zento prata, a par com o eterno preto, vol­tam a estar na moda.
uma esté­tica mini­ma­lista, femi­nina e arrojada.

Miguel Vieira apresentou-​​se com uma ins­pi­ra­ção em mulhe­res for­tes, ele­gan­tes e ver­da­dei­ras. As peças alter­nam entre a silhu­eta estilo ampu­lheta e a silhu­eta recta, casa­cos gran­des e cal­ças lar­gas, tudo em pro­por­ções sua­ves, e tam­bém o regresso das mini-​​saias. Esta colec­ção destaca-​​se pelos jogos de volu­mes e assi­me­trias, os fran­zi­dos, as cavas e man­gas raglan, a seda com lan­te­jou­las e o padrão cobra. O esti­lista expe­ri­men­tou uma nova abor­da­gem da linha clás­sica mas­cu­lina, com bla­zers com polka dots e moti­vos florais.

Nuno Gama fechou a 40ª edi­ção da ModaLisboa, cele­brando os 20 anos da marca. A colec­ção home­na­geou o homem por­tu­guês moderno, com cabeça, corpo e ati­tude per­fei­tas. Os mode­los des­fi­la­ram acom­pa­nha­dos de gal­gos ita­li­a­nos e vie­ram pro­var que o bigode e a barba por fazer regres­sa­ram ao uni­verso da moda. Gravatas? Não. O esti­lista optou por ali­gei­rar a sua linha for­mal com “papil­lons” — os laços que o homem tam­bém pode usar. Blazers cur­tos e cin­ta­dos, enal­te­cendo a figura mas­cu­lina e um suave toque mili­tar em azul escuro nos casa­cos e sobre­tu­dos. Calças vin­ca­das, len­ços e cami­so­las estam­pa­das com moti­vos colo­ri­dos em tons de ver­me­lho, cami­sas de ganga rede­se­nha­das com teci­dos padro­ni­za­dos e uma aposta forte em golas de pêlo e de lã.

Quanto ao Outono/​Inverno, as colec­ções dos cri­a­do­res por­tu­gue­ses já estão apre­sen­ta­das, as ten­dên­cias já estão defi­ni­das e a con­fi­ança na moda lusa já está ganha. A ModaLisboa Trust deixa sau­da­des entre os fashi­o­nis­tas, mas não por muito tempo.

Texto de Joana Teixeira
Fotografias de Rui Vasco/​ModaLisboa

 

Portugal Fashion Awards, 2012

Pela ter­ceira vez a Fashion TV dis­tin­gue os prin­ci­pais pro­fis­si­o­nais do mun­dos da moda. Os pre­mi­a­dos dos Fashion Awards de Portugal 2012 foram:

Melhor Criador : Luís Buchinho

Melhor Novo Talento : Estelita Mendonça

Melhor Design de Acessórios: Luís Onofre
Melhor Marca Nacional: Lanidor
Melhor Marca Internacional: H&M

Melhor Modelo Feminino : Sara Sampaio

Melhor Modelo Masculino : Gonçalo Teixeira

Melhor Modelo New Face : Francisca Perez

Melhor Fotógrafo: Pedro Ferreira

Melhor Produtor edi­to­rial: Paulo Macedo

Melhor Maquilhador: Nana Benjamin
Melhor Cabeleireiro: Helena Vaz da Silva

 


 

 

 

 

 

 

 

Luís Buchinho

Luís Buchinho abre a sua segunda loja, desta vez na Foz do Douro, man­tendo a sua pri­meira na zona da Baixa. Para o esti­lista, são os públi­cos dife­ren­tes que jus­ti­fi­cam este  segunda espaço comer­cial. Situado na Esplanada do Castelo, com cerca de 50 m2, o novo espaço foi con­ce­bido pelo artista plás­tico Armando Ferraz que pro­cu­rou criar um espaço apa­ren­te­mente mini­mal mas rico em deta­lhes que pas­sam por tex­tu­ras, cores e mate­ri­ais, numa clara inter­pre­ta­ção do espí­rito das cole­ções de Luís Buchinho.

À entrada, o cli­ente cir­cula no inte­rior de uma mol­dura preta que é, simul­ta­ne­a­mente, a  mon­tra e só depois passa para a zona da loja, pre­do­mi­nan­te­mente cinza. A ques­tão das cores é uma des­co­berta, como pro­vam o azu­lão dos pro­va­do­res ou a zona do bal­cão em cobre a con­tras­tar com o azul claro do fundo. Outra solu­ção curi­osa prende-​​se  com a ques­tão da ilu­mi­na­ção. Tanto a ilu­mi­na­ção de leds a mar­car as ares­tas prin­ci­pais do espaço como o ali­nha­mento de furos negros que trans­mite um luz indi­reta, mar­cam o ritmo e subli­nham o efeito de caixa e de espaço cénico, ini­ci­ado pela mol­dura negra mon­tra. FVF

Luís Buchinho
Esplanada do Castelo, 113

Foz do Douro, Porto

Tel: 22 61 73 002