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FIO, a ponte entre criadores e ‘fazedores’ de moda

A FIO é um pro­jecto de empre­en­do­rismo e ino­va­ção social que quer ser­vir de pla­ta­forma para unir cri­a­do­res e exe­cu­tan­tes de moda. O seu objec­tivo é con­se­guir a coo­pe­ra­ção entre mão de obra, qua­li­fi­cada desem­pre­gada, com conhe­ci­men­tos téc­ni­cos nas áreas do design de moda e os desig­ners de moda.

A pla­ta­forma é com­posta por uma equipa com valên­cias na área da moda, mar­ke­ting e ino­va­ção social: Marisa Ribeiro, Salomé Areias, Ana Sargento, Manuel Pereira, João Coelho, Sílvia Sousa e Miguel Sousa.

Esta é uma das ideias em com­pe­ti­ção no con­curso Ideias de Origem Portuguesa — ini­ci­a­tiva da Fundação Calouste Gulbenkian na área do empre­en­do­rismo social. Este con­curso ambi­ci­ona encon­trar e pro­mo­ver pro­jec­tos nas áreas do ambi­ente e da sus­ten­ta­bi­li­dade, inclu­são social, diá­logo cul­tu­ral e enve­lhe­ci­mento. Os ven­ce­do­res serão anun­ci­a­dos no dia 10 de Junho.

A equipa da FIO res­pon­deu a algu­mas per­gun­tas da Parq para dar a conhe­cer melhor o seu projecto.

Como se reu­niu esta equipa de tra­ba­lho com ele­men­tos de áreas diversas?

A mai­o­ria dos ele­men­tos da equipa já tinham cola­bo­rado em pro­jec­tos ante­ri­o­res e par­ti­lham da mesma visão acerca da neces­si­dade de mudança do actual sis­tema de moda, rela­ci­o­nado com ino­va­ção e empre­en­de­do­rismo social.

Como sur­giu a ideia de criar a FIO? E sur­giu antes ou para o con­curso “Ideias de Origem Portuguesa”?

A ideia da pla­ta­forma sur­giu antes do con­curso e está rela­ci­o­nada com a nossa expe­ri­ên­cia pro­fis­si­o­nal enquanto des­gi­ners de moda. Desde os tem­pos de facul­dade que per­ce­be­mos a lacuna exis­tente no mer­cado para pro­du­ções peque­nas, o que difi­culta a entrada de jovens desig­ners no mercado.

Depois, com a cola­bo­ra­ção em vários pro­jec­tos comu­ni­tá­rios fomos tendo con­tacto com faze­do­res cheios de  conhe­ci­men­tos extra­or­di­ná­rios, que mui­tas vezes ou estão desem­pre­ga­dos ou com um nível de ocu­pa­ção que não garante uma fonte de ren­di­mento está­vel e/​ou sustentável.

O pro­jecto nas­ceu assim numa pers­pec­tiva de coo­pe­ra­ção orga­ni­zada  entre ambos,   pro­mo­vendo a valo­ri­za­ção e a for­ma­ção des­tes pro­fis­si­o­nais de modo a aumen­tar a sua capa­ci­dade de res­pon­der às neces­si­da­des do mercado.

Têm pla­nos para tirar este pro­jecto do papel em breve?

A ideia é o motor de qual­quer pro­jecto. Neste momento encontramo-​​nos  em con­ver­sa­ções com vários ele­men­tos mais ou menos ins­ti­tu­ci­o­nais, for­mais e infor­mais da Mouraria  para  incu­bar­mos a FIO. Sabemos que é um ter­ri­tó­rio com vários desa­fios, sobre­tudo pela quan­ti­dade de pro­jec­tos de desen­vol­vi­mento comu­ni­tá­rio e asso­ci­a­tivo  imple­men­ta­dos nos últi­mos 3 anos.

A única cer­teza que temos é que vamos  fazer do pro­jecto e da ideia uma pla­ta­forma de ser­vi­ços ino­va­do­res, que pro­cura desenvolver-​​se sem­pre numa ideia assu­mida de negó­cio social.

E essas ideias estão depen­den­tes da vitó­ria nesta com­pe­ti­ção ou já estão a pen­sar em outro tipo de apoios?

Nenhuma ideia deve estar depen­dente desta ou daquela vitó­ria. Acreditamos no pro­jecto. No entanto sabe­mos obvi­a­mente  tam­bém que estando numa fase beta, ganhar esta com­pe­ti­ção (IOPFCG) sig­ni­fi­ca­ria  um impulso impor­tante. Seria mais que um apoio, uma igni­ção pre­pon­de­rante para pôr a FIO a rolar.

Como tem sido o feed­back que vão recebendo?

Dos agen­tes envol­vi­dos com quem temos con­tac­tado, das cos­tu­rei­ras, alfai­a­tes aos jovens desig­ners a nível naci­o­nal e inter­na­ci­o­nal, as opi­niões posi­ti­vas  supe­ram em larga escala aquilo que pen­sá­va­mos ser pos­sí­vel, sendo que esta­mos ape­nas numa fase de lan­ça­mento da ideia com pers­pec­ti­vas de avan­çar com um pro­jecto piloto de Moda e Inovação Social.

Para além des­tes inter­ve­ni­en­tes direc­tos em todo o pro­jecto,  tem sido bas­tante impor­tante reu­nir­mos um con­junto de apoios ins­ti­tu­ci­o­nais que dão uma força ao pro­jecto , no sen­tido da vali­da­ção e da cons­tru­ção de novas sinergias .

Desafios como a inclu­são ou a Empregabilidade fazem com que este pro­jecto ganhe um carac­ter tam­bém trans­for­ma­dor e um reco­nhe­ci­mento da parte de enti­da­des soci­ais e ONG’s .

Poderão acom­pa­nhar a pla­ta­forma em:

https://​www​.face​book​.com/​f​i​o​p​l​a​t​a​f​o​r​m​a​?​r​e​f​=​t​s​&​a​m​p​;​f​r​e​f​=ts

A descoberta do guarda-​​roupa de Frida Kahlo

Quando a artista Mexicana Frida Kahlo mor­reu em 1954 o seu marido, Diego Rivera, tam­bém pin­tor, guar­dou todos os seus per­ten­ces pes­so­ais, roupa e jóias num quarto que ficou para sem­pre fechado. Todo esse recheio pas­sa­ria para as mãos de uma amiga do casal ins­truída para que o man­ti­vesse fora do conhe­ci­mento público após os 15 anos da morte de Diego Nos 50 anos decor­ri­dos, o des­tino do guarda-​​roupa estava esque­cido, por isso a sua recente reve­la­ção em 2002 aca­bou por ser uma grande sur­presa.
Foram então reve­la­dos cerca de 300 objec­tos que per­ten­ce­ram a Frida Kahlo. Ali esta­vam reu­ni­dos os seus ves­ti­dos, as jóias, os aces­só­rios para a cabelo, a pró­tese da perna, os cor­sets em cabe­dal que usava, assim como os ges­sos e mol­des do corpo. Grande parte des­ses per­ten­ces podem ser vis­tos numa expo­si­ção — Appearances Can Be Deceiving: The Dresses of Frida Kahlo — Casa Azul, na Cida de do México, casa onde Frida e Diego vive­ram. Durante um ano vão mos­trar 13 coor­de­na­dos cada três meses dado as redu­zi­das dimen­sões do espaço expo­si­tivo. Para a cura­dora esta expo­si­ção é um reen­con­tro físico e emo­ci­o­nal com a dor e a feli­ci­dade que os per­ten­ces pes­so­ais da Frida Kahlo testemunham.

O Senhor Prudêncio

A senhor PRUDÊNCIO, marca de cal­çado e aces­só­rios para homem, lança para este verão a sua ter­ceira colec­ção BE/​/​LIVE SS’14, onde pro­cura explo­rar os aspec­tos ima­te­ri­ais da vida humana, como o sen­ti­mento de espe­rança que não pode­mos con­tro­lar e o ultra­pas­sar de bar­rei­ras mate­ri­ais. Depois de Turbine e Guri, João Pedro Filipe pre­tende uma vez mais reflec­tir os valo­res da marca diri­gida a homens urba­nos que se pre­o­cu­pam com a ima­gem e que pro­cu­ram não só um objeto de moda mas algo que per­dure no tempo.

A senhor PRUDÊNCIO aposta uma vez mais no deta­lhe e qua­li­dade dos pro­du­tos pro­pondo mate­ri­ais que foram esco­lhi­dos para real­çar o con­ceito cen­tral da colec­ção, atra­vés de dife­ren­tes jogos de tex­tu­ras, do con­traste do couro com vinil e dos cor­tes nas peças que pro­cu­ram refor­çar a ideia de trans­pa­rên­cia. A paleta de cores é ins­pi­rada nos ele­men­tos natu­rais como terra, mar e ar. Os beges, cin­zen­tos e azuis são usa­dos nos esti­los casual, for­mal e des­por­tivo, assim como o preto e o castanho.

Nesta esta­ção, a senhor PRUDÊNCIO apre­senta cal­çado, sacos e cin­tos e a cole­ção já está dis­po­ní­vel nas lojas Wrong Weather (Porto), STIJL (Bruxelas), Le Marché Aux Puces (Madrid) ou atra­vés do site.

 

 

Clarks

Clarks e a rai­nha dos estam­pa­dos, Orla Kiely, cola­bo­ram numa colec­ção de clás­si­cos moder­nos para a esta­ção pri­ma­vera verão 2014. A reco­nhe­cida desig­ner com­bina o seu amor pelas cores, padrões e tex­tu­ras com a pai­xão da Clarks pelo arte­sa­nato e pelo estilo.

A cole­ção cáp­sula exclu­siva para senhora para a primavera-​​verão 2014 é com­posta por cinco modelos:um sapato de salto alto com pla­ta­forma ORLA MARIANNE, dois de meio-​​salto ORLA MATILDAORLA MAGGIE, um ele­gante sapato de cunha ORLA MARLY e umas sabri­nas com salto baixo ORLA MILLY.

Clarks é um sím­bolo do cal­çado ingles que tem o seu culto de segui­do­ras que inclui íco­nes da moda e cele­bri­da­des como a Duquesa de Cambidge Kate Middleton, Alexa Chung; Kiera Knightley; Kirsten Dunst e Helena Christensen, entre outras.

 

 

Zoo Portraits by Yago Partal

Para cele­brar o Dia do Animal, apresentamos-​​lhe o pro­jecto artís­tico “Zoo Portraits” de Yago Partal.
O artista espa­nhol aliou a sua pai­xão pela moda ao uni­verso ani­mal, cri­ando uma série de retra­tos de rapo­sas, coru­jas, coe­lhos, maca­cos e outros ani­mais — ves­ti­dos a rigor para a foto­gra­fia. Cada ima­gem é metade com­po­si­ção foto­grá­fica e outra metade ilus­tra­ção. “Zoo Portraits” é um pro­jecto que se tor­nou viral online, sendo o objec­tivo de Yago Partal cum­prido — des­per­tar curi­o­si­dade nas pessoas.

Texto de Joana Teixeira