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A descoberta do guarda-​​roupa de Frida Kahlo

Quando a artista Mexicana Frida Kahlo mor­reu em 1954 o seu marido, Diego Rivera, tam­bém pin­tor, guar­dou todos os seus per­ten­ces pes­so­ais, roupa e jóias num quarto que ficou para sem­pre fechado. Todo esse recheio pas­sa­ria para as mãos de uma amiga do casal ins­truída para que o man­ti­vesse fora do conhe­ci­mento público após os 15 anos da morte de Diego Nos 50 anos decor­ri­dos, o des­tino do guarda-​​roupa estava esque­cido, por isso a sua recente reve­la­ção em 2002 aca­bou por ser uma grande sur­presa.
Foram então reve­la­dos cerca de 300 objec­tos que per­ten­ce­ram a Frida Kahlo. Ali esta­vam reu­ni­dos os seus ves­ti­dos, as jóias, os aces­só­rios para a cabelo, a pró­tese da perna, os cor­sets em cabe­dal que usava, assim como os ges­sos e mol­des do corpo. Grande parte des­ses per­ten­ces podem ser vis­tos numa expo­si­ção — Appearances Can Be Deceiving: The Dresses of Frida Kahlo — Casa Azul, na Cida de do México, casa onde Frida e Diego vive­ram. Durante um ano vão mos­trar 13 coor­de­na­dos cada três meses dado as redu­zi­das dimen­sões do espaço expo­si­tivo. Para a cura­dora esta expo­si­ção é um reen­con­tro físico e emo­ci­o­nal com a dor e a feli­ci­dade que os per­ten­ces pes­so­ais da Frida Kahlo testemunham.

O Senhor Prudêncio

A senhor PRUDÊNCIO, marca de cal­çado e aces­só­rios para homem, lança para este verão a sua ter­ceira colec­ção BE/​/​LIVE SS’14, onde pro­cura explo­rar os aspec­tos ima­te­ri­ais da vida humana, como o sen­ti­mento de espe­rança que não pode­mos con­tro­lar e o ultra­pas­sar de bar­rei­ras mate­ri­ais. Depois de Turbine e Guri, João Pedro Filipe pre­tende uma vez mais reflec­tir os valo­res da marca diri­gida a homens urba­nos que se pre­o­cu­pam com a ima­gem e que pro­cu­ram não só um objeto de moda mas algo que per­dure no tempo.

A senhor PRUDÊNCIO aposta uma vez mais no deta­lhe e qua­li­dade dos pro­du­tos pro­pondo mate­ri­ais que foram esco­lhi­dos para real­çar o con­ceito cen­tral da colec­ção, atra­vés de dife­ren­tes jogos de tex­tu­ras, do con­traste do couro com vinil e dos cor­tes nas peças que pro­cu­ram refor­çar a ideia de trans­pa­rên­cia. A paleta de cores é ins­pi­rada nos ele­men­tos natu­rais como terra, mar e ar. Os beges, cin­zen­tos e azuis são usa­dos nos esti­los casual, for­mal e des­por­tivo, assim como o preto e o castanho.

Nesta esta­ção, a senhor PRUDÊNCIO apre­senta cal­çado, sacos e cin­tos e a cole­ção já está dis­po­ní­vel nas lojas Wrong Weather (Porto), STIJL (Bruxelas), Le Marché Aux Puces (Madrid) ou atra­vés do site.

 

 

Clarks

Clarks e a rai­nha dos estam­pa­dos, Orla Kiely, cola­bo­ram numa colec­ção de clás­si­cos moder­nos para a esta­ção pri­ma­vera verão 2014. A reco­nhe­cida desig­ner com­bina o seu amor pelas cores, padrões e tex­tu­ras com a pai­xão da Clarks pelo arte­sa­nato e pelo estilo.

A cole­ção cáp­sula exclu­siva para senhora para a primavera-​​verão 2014 é com­posta por cinco modelos:um sapato de salto alto com pla­ta­forma ORLA MARIANNE, dois de meio-​​salto ORLA MATILDAORLA MAGGIE, um ele­gante sapato de cunha ORLA MARLY e umas sabri­nas com salto baixo ORLA MILLY.

Clarks é um sím­bolo do cal­çado ingles que tem o seu culto de segui­do­ras que inclui íco­nes da moda e cele­bri­da­des como a Duquesa de Cambidge Kate Middleton, Alexa Chung; Kiera Knightley; Kirsten Dunst e Helena Christensen, entre outras.

 

 

Zoo Portraits by Yago Partal

Para cele­brar o Dia do Animal, apresentamos-​​lhe o pro­jecto artís­tico “Zoo Portraits” de Yago Partal.
O artista espa­nhol aliou a sua pai­xão pela moda ao uni­verso ani­mal, cri­ando uma série de retra­tos de rapo­sas, coru­jas, coe­lhos, maca­cos e outros ani­mais — ves­ti­dos a rigor para a foto­gra­fia. Cada ima­gem é metade com­po­si­ção foto­grá­fica e outra metade ilus­tra­ção. “Zoo Portraits” é um pro­jecto que se tor­nou viral online, sendo o objec­tivo de Yago Partal cum­prido — des­per­tar curi­o­si­dade nas pessoas.

Texto de Joana Teixeira 

Moustache Lisbon, uma nova marca portuguesa

A Moustache é uma novís­sima marca por­tu­guesa cri­ado por qua­tro ami­gos que não vindo do mundo da moda acha­vam que tinham  muito a dizer na área. Antes de mais trou­xe­ram uma lufada de ar fresco apos­tando no humor como um ele­mento da identidade

Quem são as pes­soas que estão por detrás da Moustache?

A Moustache nas­ceu de forma infor­mal, sendo neste momento cons­ti­tuída por qua­tro ele­men­tos: Mafalda Torres Campos, Tiago Torres Campos, Raquel Veríssimo Coutinho e Luís Marques de Sousa. Todos nós tra­ba­lhos em áreas que não se rela­ci­o­nam direc­ta­mente com a Moda (a Mafalda é arqui­tecta de inte­ri­o­res, o Tiago e a Raquel são arqui­tec­tos pai­sa­gis­tas e o Luís tra­ba­lha na área das tec­no­lo­gias de infor­ma­ção), embora tivés­se­mos de iní­cio um gosto comum, razão pela qual nos resol­ve­mos “ati­rar” de cabeça para este desa­fio. Neste momento, todos par­ti­ci­pa­mos nos dife­ren­tes tra­ba­lhos envol­vi­dos no desen­vol­vi­mento do pro­jecto, mas cada pes­soa acres­centa mais-​​valias muito espe­cí­fi­cas, seja na com­po­nente artís­tica, seja na com­po­nente téc­nica ou na de divulgação.

Quais são os vos­sos ins­tru­men­tos de trabalho?

A curi­o­si­dade desta per­gunta é pre­ci­sa­mente a cons­ci­ên­cia de que, hoje mais do que nunca, uma marca na área de moda, pre­cisa tanto das fer­ra­men­tas tra­di­ci­o­nais (como a tesoura, a agu­lha, o dedal ou a máquina de cos­tura), como das fer­ra­men­tas tec­no­ló­gi­cas mais avan­ça­das (pla­ta­for­mas das redes soci­ais, blogs, soft­ware de edi­ção de ima­gem). Não pode­mos negar as faci­li­da­des que algu­mas pla­ta­for­mas online, como o Facebook, o Pinterest ou o Etsy, trou­xe­ram para pro­jec­tos como a Moustache que não usam gran­des fun­dos para arran­car. Vemos, aliás, quase todos os dias, pro­jec­tos ino­va­do­res a arran­ca­rem em qual­quer um des­tes sítios vir­tu­ais. Mas tam­bém não nos pode­mos esque­cer que, em última aná­lise, para pro­du­zir aquilo que ven­de­mos, neces­si­ta­mos de saber enfiar uma linha numa agu­lha ou coser a direito na máquina de costura…

  O que fazem e quais são os vos­sos objec­ti­vos futuros?

A Moustache nas­ceu da von­tade de usar roupa com carac­te­rís­ti­cas que não encon­trá­va­mos no mer­cado do pronto-​​a-​​vestir. Partindo dos bási­cos que todos nós temos em grande quan­ti­dade no nosso guarda-​​roupa, acrescentamos-​​lhe ver­sa­ti­li­dade, pos­si­bi­li­dade de variar e, acima de tudo, um toque de humor. Mais do que ven­der roupa, preocupamo-​​nos em ven­der um con­ceito de roupa, que depois é adap­tado em dife­ren­tes peças. A Moustache não é recente, é recen­tís­sima, já que fala­mos de muito pou­cos meses de exis­tên­cia. No entanto, temos já pre­sen­ci­ado acon­te­ci­men­tos incrí­veis que nos dei­xa­ram até um pouco estu­pe­fac­tos. O futuro é, por isso mesmo, algo de que não que­re­mos ainda falar, não por ter­mos medo, mas por­que ainda esta­mos a apal­par o ter­reno numa área extre­ma­mente com­pe­ti­tiva e muito dura para quem quer come­çar pra­ti­ca­mente do zero. Mas não escon­de­mos o sonho de vir­mos a cons­ti­tuir uma marca de roupa alter­na­tiva às ofer­tas de mer­cado actu­ais. Tudo a seu tempo…

Como comer­ci­a­li­zam os vos­sos produtos

Neste momento, a Moustache tem uma página de Facebook que fun­ci­ona como mon­tra vir­tual dos nos­sos pro­du­tos. Muito em breve tere­mos um site, que não subs­ti­tuirá o pla­ta­forma online, mas será um com­ple­mento mais efi­ci­ente na con­sulta des­ses pro­du­tos. E, a confirmar-​​se todas esta ener­gia posi­tiva em torno da Moustache, por­que não um pequeno sho­wroom onde todos os que gos­tam do con­ceito, pos­sam aqui vir experimentá-​​lo?

Vi que ves­ti­ram um con­cor­rente dos Ído­los, é por aí que vai avan­çar a vossa estra­té­gia de comunicação?

A Moustache con­tac­tou a Inês Herédia no sen­tido de a ves­tir nas entre­vis­tas dadas antes das galas sema­nais, pedido esse que a pró­pria abra­çou de forma extra­or­di­na­ri­a­mente posi­tiva. Não pode­mos falar aqui de estra­té­gia, visto tratar-​​se de um pri­meiro e, até agora, iso­lado pedido a alguém que bene­fi­cia de alguma expo­si­ção mediática.

O con­ceito da Moustache não será ven­dido colando-​​se às ima­gens de per­so­na­li­da­des do mundo da tele­vi­são, da rádio ou do cinema. Aquilo que pro­cu­ra­mos neste momento é fazer pas­sar a nossa men­sa­gem — a de que as rou­pas são algo que pode­mos usar com humor e ver­sa­ti­li­dade — ao maior número pos­sí­vel de pes­soas. Se qui­ser­mos falar de estra­té­gia de comu­ni­ca­ção (um termo dema­si­ado ela­bo­rado para um grupo de ami­gos que se jun­tou para ten­tar imple­men­tar algo que falta no nosso mer­cado), então pode­ría­mos dizer que essa estra­té­gia passa por um con­tacto ime­di­ato com todas as pes­soas que incor­po­rem na sua maneira de ser o con­ceito da marca, come­çando sem­pre pelos nos­sos ami­gos e pelos ami­gos dos nos­sos amigos

 Porquê Moustache?

A Moustache nas­ceu da von­tade de, muito rapi­da­mente, poder­mos des­do­brar a roupa dos nos­sos armá­rios. Imaginando que uma mesma t-​​shirt recebe uma quan­ti­dade enorme de bol­sos, pode­mos rapi­da­mente transformá-​​la em inú­me­ras t-​​shirts e o mesmo acon­tece com as golas, ou com todos os outros aces­só­rios que sur­gi­rão muito em breve. Acessório é uma pala­vra chave aqui, já que aquilo que temos para ofe­re­cer são exac­ta­mente aces­só­rios pos­ti­ços e diver­ti­dos para mudar­mos a roupa do dia-​​a-​​dia, des­ti­na­dos a todos aque­les que se far­tam da roupa que têm, para todos aque­les que gos­tam de variar e de viver a vida de forma dife­rente e diver­tida. E nada melhor do que um bigode para o ilustrar…